Duas pessoas foram presas em flagrante, em Aparecida de Goiânia, suspeitas de manter uma idosa, de 86 anos, em situação de sequestro e cárcere privado dentro de uma instituição de acolhimento.
Segundo a 7ª Delegacia de Polícia de Aparecida de Goiânia, vinculada à 2ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), a investigação começou após a filha da vítima procurar a unidade policial e denunciar que a mãe havia sido internada em um abrigo sem o conhecimento ou consentimento dos demais familiares.
Conforme a apuração, a internação teria sido realizada por um dos filhos da idosa, sem que houvesse qualquer decisão judicial de curatela ou medida que restringisse a liberdade da mulher.
Durante as investigações, a Polícia Civil constatou que a vítima manifestava, de forma recorrente, o desejo de deixar a instituição. No entanto, segundo a corporação, a saída era impedida pela responsável pelo abrigo e pelo filho que providenciou a internação, sob a alegação de que ele era o responsável pelos cuidados da mãe.
Diante da denúncia, os policiais foram até a instituição. No local, a idosa afirmou, de maneira lúcida e orientada, que queria deixar o abrigo e retornar ao convívio da família. Como não havia qualquer determinação judicial que justificasse sua permanência no local, a representante da instituição recebeu voz de prisão em flagrante. A vítima foi retirada do abrigo e encaminhada para a residência de um dos filhos.
Posteriormente, o filho apontado como responsável pela internação compareceu à delegacia e também foi preso em flagrante pelo mesmo crime.
Durante a abordagem, os policiais apreenderam com ele uma pistola calibre 9 milímetros, de propriedade da Guarda Civil Municipal, corporação na qual atua. A arma e as munições foram recolhidas e ficaram sob responsabilidade da instituição.
Os dois suspeitos tiveram a prisão em flagrante ratificada pelos crimes de sequestro e cárcere privado contra pessoa idosa e permanecem à disposição da Justiça.