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Super El Niño pode intensificar calor e tempestades em Goiás no segundo semestre

Além dos impactos no clima, expectativa também preocupa setor elétrico
Super El Niño pode intensificar calor e tempestades em Goiás no segundo semestre
(Foto: Divulgação)

A previsão de um El Niño de forte intensidade no segundo semestre de 2026 acendeu um alerta em Goiás. O fenômeno climático, provocado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, pode provocar temperaturas ainda mais elevadas, atraso no período chuvoso, tempestades isoladas e aumento no risco de queimadas em diversas regiões do estado.

Além dos impactos no clima, a expectativa também preocupa o setor elétrico. Segundo a Equatorial Goiás, a combinação entre calor intenso, chuvas concentradas e longos períodos de estiagem exige monitoramento constante da rede de distribuição para reduzir possíveis interrupções no fornecimento de energia.

De acordo com o gerente do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), André Amorim, os efeitos do El Niño variam conforme a região do planeta. No Centro-Oeste, a tendência é de temperaturas acima da média e demora na regularização das chuvas durante o segundo semestre.

O especialista explica que o calor excessivo provoca aumento no consumo de energia, já que aparelhos como ar-condicionado, ventiladores, geladeiras e freezers passam a ser utilizados com maior frequência. Ao mesmo tempo, quando as chuvas retornam, costumam ocorrer de forma intensa, acompanhadas por rajadas de vento, raios e descargas atmosféricas, o que amplia o risco de danos à rede elétrica.

Um exemplo desse cenário foi registrado em outubro de 2025. Durante uma onda de calor que levou os termômetros para perto dos 40°C, o consumo residencial de energia em Goiás cresceu 14% em comparação ao mês anterior. Na ocasião, a média chegou a 240 kWh por unidade consumidora, o maior índice já registrado no estado para aquele período.

Segundo o gerente do Centro de Operações Integradas (COI) da Equatorial Goiás, Vinicyus Lima, a concessionária acompanha as condições climáticas em tempo real para reduzir os impactos causados por eventos extremos. De acordo com ele, temperaturas elevadas aumentam a demanda sobre transformadores e subestações, enquanto tempestades podem provocar quedas de árvores, lançamento de objetos sobre a rede e danos causados por descargas elétricas.

Outro ponto de atenção durante o período seco são as queimadas. Conforme a distribuidora, incêndios próximos às linhas de transmissão e distribuição podem provocar desligamentos, comprometer equipamentos e colocar a população em risco. A empresa reforça que a maioria desses incêndios é causada por ações humanas e orienta a população a evitar qualquer prática que possa provocar focos de fogo, principalmente em áreas de vegetação próximas à rede elétrica.

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