A chegada do mês de agosto veio acompanhada de calor e tempo seco, que elevaram os termômetros em Goiás. Em Goiânia, por exemplo, a temperatura chegou a 38,3°C na última segunda-feira (10), sendo a maior já registrada para o mês de agosto desde 1937. Diante da situação, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) emitiu orientações de prevenção e cuidados nas escolas durante esse período.
Em nota enviada ao TVSD Notícias, a pasta salienta alguns sintomas causados pela desidratação decorrente das altas temperaturas, como fraqueza, tontura, dor de cabeça, náuseas, confusão mental e até desmaios.
Em caso de persistência, a recomendação é encaminhar imediatamente a pessoa para atendimento médico. A secretaria também orienta cuidados especiais com pessoas mais vulneráveis e a adoção de hábitos saudáveis de alimentação.
A Seduc ressalta que a saúde e o bem-estar dos estudantes e dos profissionais da educação são prioridade. Pausas para hidratação podem ser realizadas durante as atividades ao longo do dia.
Nas aulas de Educação Física, a orientação é evitar esforços intensos entre 10h e 16h. Sempre que possível, as atividades devem ser realizadas em locais cobertos ou em horários de menor incidência solar.
Professores e gestores também devem acompanhar as condições climáticas e interromper atividades externas quando houver risco à saúde dos estudantes.
É reforçada a necessidade de hidratação constante, ampliando o acesso à água e garantindo um ambiente ventilado. A orientação é utilizar os climatizadores disponíveis, como ar-condicionado e ventiladores, além de manter portas e janelas abertas para favorecer a circulação do ar.
A Seduc afirma que mantém atenção ao cenário climático para minimizar os impactos e garantir a continuidade das atividades com segurança.
Previsão do tempo
Conforme noticiado anteriormente pelo TVSD Notícias, a meteorologista do Inmet, Elizabete Alves Ferreira, explicou que agosto já é historicamente marcado por temperaturas elevadas em Goiás, mas que o cenário deste ano sofre influência do El Niño.
Segundo ela, os próximos meses podem apresentar marcas ainda maiores, principalmente setembro, que costuma registrar temperaturas mais elevadas, sobretudo na capital.
A especialista também alerta para os efeitos da baixa umidade. De acordo com ela, a permanência prolongada em condições de tempo seco pode causar desconforto e outros transtornos.
Em situações mais severas, as unidades podem reorganizar temporariamente algumas atividades para reduzir a exposição ao calor extremo, sem prejudicar o processo de aprendizagem.