Uma megaoperação da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA), realizada na manhã desta terça-feira (1º), desarticulou uma associação criminosa suspeita de envolvimento em furto, receptação, adulteração, desmanche e comercialização de peças de caminhonetes furtadas em Minas Gerais.
Segundo a Polícia Civil de Goiás (PCGO), os veículos eram levados para Goiás, onde passavam por desmonte. As peças retiradas seriam posteriormente encaminhadas a estabelecimentos especializados na comercialização de componentes automotivos.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão preventiva e 13 ordens de busca e apreensão em residências, lojas e galpões.
Dois suspeitos foram presos em flagrante em Goiânia enquanto retornavam de Minas Gerais. Conforme as investigações, eles conduziam caminhonetes que haviam sido furtadas no estado mineiro. Os veículos seriam levados diretamente para galpões utilizados no desmanche.
A investigação aponta que as caminhonetes eram negociadas ainda em Minas Gerais. Para buscá-las, integrantes do grupo viajavam de ônibus até o estado e, após receberem os veículos, faziam o trajeto de volta para Goiânia dirigindo as caminhonetes.
Os investigadores identificaram ainda o uso de módulos de ignição codificados e chaves falsas para colocar os veículos em funcionamento. Os suspeitos também teriam escolhido horários e rotas específicas para reduzir as chances de fiscalização durante os deslocamentos.
Ao chegarem a Goiás, as caminhonetes eram encaminhadas para galpões onde, segundo a apuração, eram desmontadas por outros integrantes da associação. As peças retiradas eram posteriormente transportadas para pontos de armazenamento antes de serem inseridas no mercado de componentes usados.
A separação das etapas, entre transporte, desmanche, armazenamento e comercialização, dificultava o rastreamento das peças e a identificação da ligação entre os veículos furtados e os estabelecimentos que as revendiam.
Durante as diligências, a DERFRVA localizou dois galpões que, conforme a investigação, eram utilizados para armazenar os componentes.
A Polícia Civil identificou uma estrutura organizada e com divisão de tarefas. Os integrantes teriam funções específicas, como negociar os veículos, financiar as viagens, buscar as caminhonetes em outros estados, conduzi-las até Goiás, realizar o desmanche, transportar as peças e encaminhá-las para a comercialização.
A apuração também aponta que a atividade ocorria de forma recorrente. Mais de 50 caminhonetes teriam sido destinadas ao esquema investigado, que envolveria crimes como furto, receptação, adulteração e desmanche clandestino.
Segundo a PCGO, as peças retiradas dos veículos tinham como principal destino lojas especializadas na comercialização de componentes para caminhonetes e picapes.