Um homem, identificado como Guilherme Ramos Siqueira foi preso em flagrante após confessar que matou o sogro a tiros, no Setor Rosa dos Ventos, em Aparecida de Goiânia, na noite do último sábado (12). Segundo a polícia, o crime teria sido motivado por uma suposta disputa por imóvel e brigas familiares.
A vítima, João da Cruz dos Santos Sousa, de 52 anos, chegou a enviar áudios para a própria família antes da fatalidade, relatando que estava sofrendo ameaças do suspeito, conhecido pelo apelido “Guila”. Um pouco antes do homicídio, o suspeito teria ido à casa da vítima exigindo que ele saísse da residência.
“Fala com o Guila lá porque ele veio aqui me ameaçar, dizendo que mandou um pessoal vir me matar. [..] Dizendo que vai entrar aqui dentro da minha casa e vai me matar”, relatou o sogro do suspeito.
Após o compartilhamento de informações entre agentes de inteligência do 2º Comando Regional da Polícia Militar (CRPM) e unidades da Companhia de Policiamento Especializado (CPE), foi realizada a prisão de Guilherme.
Durante as buscas, policiais militares da CPE encontraram a motocicleta utilizada pelo suspeito na ação criminosa. O veículo, uma Honda CB 300 dourada, foi deixado em um lote baldio situado na Rua AP-05, no Setor Aparecida Garden. Além da motocicleta, os militares encontraram também no local um capacete usado pelo suposto autor.
O suposto autor foi localizado na casa da própria mãe, no Residencial Vitta, em Hidrolândia, na manhã de domingo (13).
De acordo com o Registro de Atendimento Integrado (RAI), o suspeito tentou fugir escalando os muros e se escondeu no telhado do imóvel, mas foi encurralado e preso pelos policiais.
O investigado declarou aos militares que a motivação do crime contra a vítima teria sido uma resposta a um suposto abuso sexual cometido pelo sogro. Segundo o relato, o abuso teria acontecido no passado contra a atual companheira de Guilherme, que é enteada da vítima. No entanto, áudios enviados por João antes do homicídio contestam a acusação apresentada por “Guila”.
Segundo informações registradas no RAI, a parceira de João da Cruz morreu há cerca de dois anos, vítima de um acidente de trânsito. Após a morte, teria começado uma disputa pelo imóvel onde a falecida morava.
Testemunhas relataram que Guilherme e a atual mulher pressionavam João da Cruz para que deixasse a residência, versão que entra em conflito com a justificativa de vingança por abuso sexual apresentada pelo investigado.
Guilherme e a motocicleta apreendida foram encaminhados à Central de Flagrantes (CGF) de Aparecida de Goiânia. A arma apontada pelo conduzido como usada no crime não foi localizada, e ele afirmou aos policiais que o armamento teria sido repassado a terceiros após o homicídio. O investigado também possui antecedentes criminais por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo.