A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, na sexta-feira (25), que a bandeira tarifária será verde em outubro. Com a medida, não haverá cobrança adicional na conta de energia elétrica durante o período.
As bandeiras tarifárias indicam aos consumidores os custos reais da geração de energia no país. Quando a produção fica mais cara, são aplicadas cobranças extras de forma automática nas contas de luz.
Segundo a Aneel, a transição entre os períodos seco e chuvoso em parte das principais bacias hidrográficas do Brasil contribuiu para o aumento do volume de chuvas nas regiões Sul e Sudeste. O cenário ajudou a estabilizar os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas.
“Dessa forma, será possível reduzir o despacho das fontes mais onerosas para a geração, como as usinas termelétricas, o que evita a cobrança de custos adicionais na conta de energia do consumidor”, informou a agência.
Desde maio, estava em vigor a bandeira amarela, que representa cobrança extra de R$ 1,88 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
O sistema de bandeiras da Aneel funciona como um indicador das condições de geração de energia. Em períodos de pouca chuva, as usinas hidrelétricas produzem menos energia, tornando necessário o acionamento das usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado.
Nesses casos, a agência pode adotar as bandeiras amarela, vermelha patamar 1 ou vermelha patamar 2, que representam cobranças adicionais na conta de luz.
Na bandeira amarela, o custo extra é de R$ 18,85 por megawatt-hora (MWh) consumido, equivalente a R$ 1,88 a cada 100 kWh. Já a bandeira vermelha patamar 1 acrescenta R$ 44,63 por MWh, ou R$ 4,46 a cada 100 kWh. Na bandeira vermelha patamar 2, o valor adicional é de R$ 78,77 por MWh, o que corresponde a R$ 7,87 a cada 100 kWh.
Com a adoção da bandeira verde em outubro, os consumidores ficam isentos de cobranças extras na conta de energia.