Imagens obtidas pelo TVSD Notícias mostram o momento em que o médico legista, de 70 anos, é preso preventivamente na quinta-feira (08).
O investigado, identificado como Carlos Umberto Inácio Novais, é servidor efetivo da Polícia Técnico-Científica de Goiás.
A Polícia Civil de Goiás (PCGO) realizou buscas em três locais ligados a ele: a casa onde mora, o consultório médico e uma propriedade rural situada no município.
Durante a investigação, pelo menos três mulheres teriam prestado depoimento sobre as denúncias. As declarações foram reunidas pela polícia e encaminhadas ao Ministério Público, que pediu à Justiça a prisão preventiva do suspeito.
As acusações dizem respeito a supostos crimes que teriam ocorrido durante o atendimento profissional realizado pelo médico. Os fatos ainda estão sendo apurados pelas autoridades.
Na residência do investigado, os policiais encontraram três armas de fogo, sendo dois revólveres e uma arma longa. Os revólveres estavam carregados e foram localizados no interior de um veículo. Já a arma longa estava guardada em um guarda-roupa, no quarto do médico. Munições também foram apreendidas no imóvel.
As diligências continuaram em uma propriedade rural vinculada ao suspeito, onde a equipe localizou mais três armas: duas espingardas e um revólver de fabricação caseira. Diversas munições também foram encontradas. O material estava armazenado em um móvel dentro da residência da propriedade.
Com isso, o número total de armas apreendidas chegou a seis. No consultório do médico, os agentes não localizaram objetos ou materiais considerados relevantes para a investigação.
De acordo com a Polícia Civil, as buscas foram realizadas sem intercorrências, e o investigado colaborou com os policiais durante os trabalhos. Na propriedade rural, a diligência foi acompanhada por advogados.
Depois do cumprimento dos mandados judiciais, o médico foi levado à Delegacia de Polícia Civil, onde passou por exame de corpo de delito. Em seguida, permaneceu à disposição das autoridades.
A apreensão do armamento também poderá dar origem a uma investigação específica para verificar se a posse das armas estava regular, além do procedimento que apura as denúncias de estupro.
O médico segue preso preventivamente por decisão judicial. A investigação continua para esclarecer as circunstâncias dos fatos e apurar eventual responsabilidade do suspeito.
As acusações ainda serão examinadas no decorrer do processo criminal. O investigado tem direito à ampla defesa e à presunção de inocência. A reportagem não conseguiu contato com a defesa até a publicação, mas mantém o espaço aberto para manifestação.