A viúva de Felipe Barros Rodrigues dos Santos, conhecido como “Sadan”, de 22 anos, assassinado a tiros em Rio Verde, no sudoeste de Goiás, publicou um vídeo nas redes sociais após o enterro do companheiro para alertar outros jovens sobre os riscos da vida no crime.
Em um desabafo emocionado, ela afirmou que essa escolha é uma mera ilusão e que, quando alguém morre, quem fica precisa lidar com a dor da perda.
“Eu pensei antes de postar esse vídeo, mas estou sentindo no coração de mostrar para vocês o quanto essa vida de crime não compensa”, escreveu a mulher na publicação.
No relato, a viúva diz que aconselhou o marido durante oito anos para que ele se afastasse do mundo do crime. Segundo ela, o companheiro chegou a ser preso, mas, depois de sair, teria voltado a conviver com pessoas que ela considerava más companhias.
“Pra vocês, molecada, que ainda estão pensando em entrar pro crime, isso é uma ilusão e é pedir pra morrer. E quem sofre é quem fica”, desabafou.
A mulher também afirmou acreditar que o companheiro foi vítima de uma emboscada. “No final das contas, armaram uma casinha e tiraram a vida dele”, escreveu.
O crime aconteceu no último domingo (18), na Rua Avestruz, no Conjunto Céu Azul, em Rio Verde. De acordo com o boletim de ocorrências, uma pessoa ligou para a polícia após ouvir cinco disparos de arma de fogo e, em seguida, escutar o barulho de duas motocicletas deixando o local.
Ao sair de casa para verificar o que havia acontecido, o solicitante encontrou um homem caído de costas na rua, aparentemente sem sinais vitais.
Uma equipe da Polícia Militar foi enviada ao endereço e constatou que a vítima estava caída no chão. O local foi isolado para preservar possíveis vestígios e permitir a realização da perícia.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) compareceu à ocorrência e confirmou a morte. Equipes da Polícia Técnico-Científica, da Polícia Civil e da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) também estiveram no local para os procedimentos necessários.
Após a conclusão dos trabalhos da perícia, o corpo foi recolhido e levado ao Instituto Médico Legal (IML) da cidade.
Na publicação, a viúva também falou sobre a dor de perder o companheiro e afirmou que fez o que estava ao seu alcance para tentar ajudá-lo a mudar de vida.
“Eu estou sem chão, estou triste, mas eu amei ele em vida e eu fiz até o que eu não pude pra ver ele bem. Hoje eu enterrei o amor da minha vida e isso eu não desejo pra ninguém”, escreveu.
Ao se despedir, ela relembrou o apelido carinhoso usado pelo marido para chamá-la e terminou a mensagem desejando que ele descansasse em paz.
As circunstâncias do homicídio e a identidade dos possíveis autores não foram informadas no registro da ocorrência. A autoria e a motivação do crime não foram esclarecidas nas informações disponíveis.
Escrita por: Cecília Epifânio