Em entrevista ao TVSD Notícias, uma amiga de Larissa Pereira Macêdo, de 34 anos, morta após ser atropelada e arrastada por um caminhão, relatou que o relacionamento da vítima com o companheiro, de 27 anos, suspeito de cometer o crime, era marcado por brigas e episódios de violência. O caso ocorreu na noite do último domingo (1º), no bairro Cidade Vera Cruz I, em Aparecida de Goiânia.
Segundo a amiga, os dois estavam juntos havia aproximadamente quatro anos. Durante esse período, conforme o relato, a vítima teria sofrido agressões físicas recorrentes.
“O relacionamento deles era uma bagunça. Ele era superagressivo. Brigava, bebia… Pelo que eu sei, Larissa também era ciumenta, né? Mas ele era agressivo, já tinha batido nela. Ela tem uma filha de oito anos. A menina também já andava com medo dele e vivia falando para ela largar, porque ele batia nela na frente da menina”, contou.
Ainda de acordo com a amiga, familiares de Larissa também incentivavam o fim do relacionamento. A mãe da vítima, inclusive, teria oferecido apoio para que ela voltasse a morar em sua casa.
“A mãe dela sempre falava para ela voltar para casa, que ela tinha o canto dela, mas, infelizmente, o pior aconteceu”, relatou.
A amiga também contou que a filha de Larissa presenciou a cena após o atropelamento. Desesperada, a criança teria gritado pela mãe e ligado para o irmão da vítima.
“Eu estou arrasada. Não sei nem em que tempo as pessoas estão vivendo, em que mundo é esse, em que os caras estão matando as mulheres. Estou arrasada”, desabafou.
Welber Felipe Teodoro, o suspeito, procurou espontaneamente a sede da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Aparecida de Goiânia na terça-feira (03), por volta das 16h, acompanhado de uma advogada. Após prestar esclarecimentos, ele foi liberado.
Em nota, a defesa do investigado manifestou pesar pela morte de Larissa e confirmou que ele se apresentou voluntariamente à polícia. Os advogados afirmaram que o homem permanece à disposição das autoridades.
Segundo a defesa, durante o depoimento, Welber declarou que o ocorrido foi uma fatalidade e negou ter tido a intenção de causar qualquer dano à vítima. Os advogados também afirmaram que o relacionamento não era marcado por episódios de agressões físicas.
“Estamos diante de uma situação extremamente dolorosa e que também tem causado profundo sentimento ao investigado e sua família. Nesse momento, o que a defesa espera é que os fatos sejam apurados com responsabilidade, cautela e respeito a todos os envolvidos”, diz o comunicado.
Relembre o caso
Larissa foi encontrada morta após ser atropelada por um caminhão na noite de domingo (1º), em Aparecida de Goiânia. O caso é investigado como feminicídio.
A Polícia Militar recebeu informações de que a mulher teria sido agredida dentro de casa pelo companheiro pouco antes do atropelamento. Conforme os relatos iniciais, ela teria levado três socos no rosto. A filha da vítima, de oito anos, teria presenciado as agressões.
Na sequência, Larissa tentou se segurar na grade dianteira do caminhão, que estava em movimento, mas caiu e acabou sendo atingida pelo veículo.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e constatou a morte da mulher no local.