Atrasos no pagamento, desvalorização profissional e falta de segurança. Esses são alguns dos pontos apontados por médicos credenciados da rede pública de saúde que levaram à paralisação dos serviços na última terça-feira (13).
De acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema de Saúde de Goiás (SindSaúde), Luzineia Vieira, a mobilização também envolve outros profissionais da área, que alegam atrasos no pagamento das remunerações.
Diante da situação, os trabalhadores reivindicam a abertura de uma mesa de negociação com a participação das entidades sindicais da saúde, a fim de discutir as condições de trabalho e a regularização dos pagamentos.
“Temos falta de insumos, de medicamentos, aparelhos de raio-X defasados, além de um sistema de informação que não permite que os resultados dos exames de imagem sejam repassados aos médicos”, afirmou.
Ao longo da terça-feira, a TV Serra Dourada percorreu algumas unidades de saúde da capital para acompanhar o impacto da paralisação.
No CAIS Recanto das Minas Gerais, por exemplo, todas as consultas agendadas foram canceladas. Já no CAIS Vila Nova, um paciente relatou que chegou a passar pela triagem, mas que uma médica se recusou a atendê-lo, alegando adesão à greve.
No CAIS Campinas, o atendimento seguia normalmente, embora pacientes tenham relatado demora nos serviços.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) informou que todas as unidades estão seguindo os protocolos de atendimento, com o objetivo de otimizar recursos e garantir agilidade no socorro à população.
A pasta esclareceu ainda que pacientes com sintomas leves, classificados com as cores azul e verde, recebem o primeiro atendimento e as orientações médicas necessárias. Após a prescrição e a entrega da receita, eles são orientados a dar continuidade ao tratamento em casa.
Já o atendimento presencial contínuo e a internação são priorizados para pacientes em estado mais grave.


