O Centro de Goiânia, tradicionalmente reconhecido como espaço de cultura, história e identidade da capital, enfrenta um cenário de degradação urbana. Lixo acumulado, mau cheiro e descarte irregular de resíduos têm tomado áreas próximas à Praça Cívica, Avenida Goiás e ao Beco da Codorna, afastando moradores, comerciantes e turistas, além de ameaçar o patrimônio cultural da cidade.
O coração administrativo e histórico da capital apresenta hoje uma realidade que contrasta com a relevância. Conforme apurado pela TV Serra Dourada, nas imediações da Praça Cívica, um dos principais cartões-postais de Goiânia, o abandono é visível.
O coreto, que já foi palco de encontros e atividades culturais, divide espaço com sujeira e resíduos descartados de forma irregular, tornando o ambiente pouco atrativo para a população.
Ao longo da Avenida Goiás, um dos eixos mais simbólicos da cidade, a situação se repete. O acumulo de lixo descartado irregularmente compromete a paisagem urbana. Bancos públicos, que deveriam servir para descanso e convivência, acabam inutilizados pelo mau cheiro e pela falta de manutenção, reforçando a sensação de abandono.
A empresa responsável pela limpeza urbana afirma realizar até três coletas diárias em pontos da região central. No entanto, o descarte irregular, tanto comercial quanto residencial, é constante. A falta de educação ambiental, aliada à fiscalização ineficiente, transforma canteiros e calçadas em depósitos improvisados de resíduos.
Outro símbolo da região central afetado pelo problema é o Beco da Codorna. Conhecido como um museu a céu aberto do grafite e da cultura independente, o espaço também sofre com o acúmulo de lixo e sinais de descaso. O cenário preocupa artistas, frequentadores e defensores do patrimônio cultural.


