Vereador de Urutaí é indiciado por estupro após levar estagiária a motel

Vereador de Urutaí é indiciado por estupro após levar estagiária a motel

Sob o falso pretexto da realização de um trabalho fotográfico, o vereador de Urutaí Éder Alberto Jorge Pimenta (sem partido), de 51 anos, teria atraído uma estagiária de marketing da Câmara Municipal, de 25 anos, até um motel e tentado manter relações sexuais com ela. O parlamentar foi indiciado pela Polícia Civil de Goiás (PCGO) pelo crime de estupro.

O caso ocorreu em novembro do ano passado, após o suspeito conduzir a vítima até o estabelecimento em Pires do Rio, onde, segundo a investigação, o crime foi praticado.

Em entrevista à TV Serra Dourada, o delegado responsável pelo caso, Elton Diogo Fonseca, informou que a principal prova utilizada no inquérito foi um áudio gravado pela própria vítima durante o ocorrido.

“Mesmo diante das negativas da vítima, ele praticou atos que caracterizam o crime de estupro”, destacou o delegado.

Em nota à TV Anhanguera, a defesa do vereador afirmou que o inquérito foi concluído, mas ressaltou que isso não representa condenação nem reconhecimento de culpa. O advogado informou ainda que irá analisar o processo e adotar as providências jurídicas cabíveis.

Com a conclusão das investigações, o inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário. Caso haja condenação, o vereador pode cumprir pena de seis a dez anos de prisão.

Depoimento

Em entrevista anterior à TV Anhanguera, a estagiária relatou que acreditava que faria uma viagem de trabalho até Pires do Rio para a realização de fotos, mas acabou sendo levada a um motel, onde teria sido abusada.

“Ele me levou para um motel. Aí falou para eu descer e entrar no quarto, dizendo que a gente só iria conversar. Eu ainda questionei: ‘O que a gente está fazendo aqui? A gente não ia trabalhar, tirar fotos?’”, relatou.

Ainda segundo a vítima, já dentro do quarto, o homem teria ordenado que ela se sentasse na cama e passou a tocar seu corpo.

A jovem afirmou que tentou empurrar o suspeito, mas não teve forças e chegou a ser segurada pelo pescoço.

“Eu ficava dizendo que não queria aquilo, que estava ali apenas para fazer o trabalho de marketing, porque é algo que eu gosto e sempre fiz”, declarou.

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