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Adolescente mantida em cárcere privado é resgatada após conseguir acessar conta do Instagram pela TV, em Goiânia

No momento do resgate, ela apresentava sinais de violência e estava debilitada
Adolescente mantida em cárcere privada é resgatada após conseguir acessar conta do Instagram pela TV, em Goiânia
(Foto: Reprodução)

Por vários dias, uma adolescente de 15 anos foi mantida em cárcere privado em uma residência no Setor Jardim Botânico, em Goiânia, e submetida a diversas violências cometidas por um homem, de 37 anos. Ele foi preso na última quarta-feira (25), após a menor conseguir acessar a própria conta no Instagram por meio de uma Smart TV.

Conforme as investigações, a vítima estava desaparecida há alguns dias quando foi abordada na região do Dergo pelo suspeito, que teria oferecido uma carona. Após aceitar, ela foi levada contra a própria vontade para o imóvel, onde passou a ser mantida trancada.

A ausência de notícias e a falta de comunicação com as amigas acenderam um alerta, principalmente para a mãe.

“Nunca mais respondeu às amiguinhas. As meninas também falaram que tinha alguma coisa errada, porque ela nunca deixava de responder a gente”, relatou a genitora.

A adolescente conseguiu acessar a conta dela no Instagram por meio de uma Smart TV conectada à internet, instalada no quarto onde era mantida em cativeiro. Ela enviou mensagens pedindo ajuda a uma amiga, que procurou a família e acionou a polícia.

No momento do resgate, a jovem apresentava sinais de violência e estava debilitada.

“Lá não tinha comida. Na geladeira, só uma garrafa d’água e um pacotinho de suco. Ela estava apenas de camiseta, sem a parte de baixo e sem peças íntimas”, afirmou a mãe.

O suspeito foi localizado horas depois no Setor Parque Oeste Industrial e encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). Segundo a polícia, ele já possuía antecedente por falta de pagamento de pensão alimentícia.

O homem deverá responder pelos crimes de sequestro, cárcere privado e estupro de vulnerável. A Polícia Civil de Goiás (PCGO) investiga o caso e não descarta a existência de outras possíveis vítimas.

A adolescente recebeu atendimento médico e psicológico.

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