A advogada Rina Campbell Pena foi presa durante uma operação da Polícia Civil de Goiás (PCGO), suspeita de se apropriar de valores pagos por clientes que a contrataram para ajuizar ações de revisão de contratos de financiamento imobiliário. A prisão ocorreu enquanto ela estava hospedada em um resort, na Bahia.
As investigações apontam que, até o momento, ao menos 17 pessoas foram identificadas como vítimas do esquema. O prejuízo estimado chega a R$ 650 mil.
Conforme a Polícia Civil, a advogada exercia a profissão desde 2014 e direcionava sua atuação, principalmente, a pessoas de baixa renda que enfrentavam dificuldades para manter o pagamento de financiamentos de imóveis, como casas populares e lotes.
Segundo a apuração, Rina oferecia serviços para ingressar com ações revisionais ou negociar débitos junto às imobiliárias, afirmando que conseguiria reduzir as taxas de juros e diminuir o valor das prestações. Para dar credibilidade ao suposto serviço, em alguns casos orientava os clientes a depositarem os valores diretamente em sua conta bancária, sob a justificativa de que faria os repasses às empresas responsáveis pelos financiamentos.
No entanto, de acordo com a investigação, os recursos não eram destinados às imobiliárias. Como consequência, os contratos permaneciam inadimplentes, fazendo com que as dívidas aumentassem em razão da incidência de juros e encargos.
Além da prisão, os policiais civis cumpriram mandados de busca e apreensão no escritório da investigada, localizado no Setor Oeste, em Goiânia, durante a Operação Causa Própria.
Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) informou que acompanha o andamento da Operação Causa Própria, mas ressaltou que não comenta eventuais prisões ou condenações envolvendo profissionais inscritos na instituição.
Leia a nota:
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO), por meio do Sistema de Defesa das Prerrogativas (SDP), acompanhou a Operação Causa Própria, nos dias 22 e 23 de julho, que envolve uma advogada. A Seccional esclarece que apura todas as infrações que chegam ao seu conhecimento, tomando as medidas cabíveis para defender a dignidade da advocacia, sempre respeitando o amplo direito de defesa e o contraditório.
A OAB-GO reforça que esse acompanhamento visa resguardar as prerrogativas profissionais e fiscalizar o cumprimento dos preceitos éticos da advocacia. Por fim, informa que não comenta eventuais prisões ou condenações de seus inscritos.