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Advogado com nanismo denuncia discriminação após reprovação em teste físico de concurso

Segundo candidato, devido à condição física, exigência cobrada na avaliação seria incompatível
Advogado com nanismo denuncia discriminação após reprovação em teste físico de concurso
(Foto: Reprodução/Instagram de Matheus Menezes)

Desclassificado no Teste de Aptidão Física (TAF) do concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), o advogado goiano Matheus Menezes, de 25 anos, que tem nanismo, afirma ter sido vítima de discriminação.

Por meio das redes sociais, ele relatou que um dos testes exigia um salto mínimo de 1,65 metro na prova de impulsão horizontal. Segundo o candidato, devido à condição física, a exigência seria incompatível.

Matheus afirma que a banca organizadora poderia ter reduzido a distância ou realizado adaptações voltadas a pessoas com deficiência (PcDs).

“Eu decidi fazer essa denúncia para dar voz aos nossos direitos, que foram desrespeitados. Não foi só comigo, foram vários candidatos PcD. Nós solicitamos adaptação do teste físico à banca, apresentamos laudo médico, mas a banca simplesmente ignorou”, afirmou.

Por não atingir a marca mínima exigida no salto, ele não pôde concluir as demais provas do TAF. De acordo com o advogado, laudos médicos foram apresentados à organização do concurso, e ele chegou a solicitar formalmente a adaptação das provas físicas.

Após a situação, o caso foi levado ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), mas a manifestação acabou sendo arquivada.

Em nota enviada à imprensa, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que o candidato foi aprovado nas provas objetiva, discursiva, oral e nos exames biomédicos. No entanto, ele foi considerado inapto na etapa dos exames biofísicos.

A corporação destacou ainda que os testes físicos estão previstos no edital e têm como objetivo verificar se o candidato possui condições físicas compatíveis com as atividades do cargo de delegado.

Por fim, afirmou que o concurso segue as regras legais e que candidatos com deficiência podem participar do certame, desde que atendam aos critérios estabelecidos.

Também em nota, a Fundação Getulio Vargas (FGV) — banca responsável pela organização do concurso — informou que a prova à qual o advogado foi submetido não previa adaptação para condições individuais.

Segundo a FGV, o Edital de Convocação para os Exames Biofísicos, publicado em 09 de janeiro de 2026, prevê expressamente que não haverá adaptação dessa etapa às condições individuais dos candidatos, conforme estabelece o item 1.19 do documento.

Leia a nota completa da Fundação Getúlio Vargas:

“A Fundação Getulio Vargas informa que, em observância à opção estabelecida pela Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (PCMG), o Edital de Convocação para os Exames Biofísicos, publicado em 09/01/2026, previu expressamente que não haveria adaptação dessa etapa às condições individuais dos candidatos.

Conforme disposto no item 1.19 do referido edital, os exames biofísicos foram realizados nas mesmas condições para todos os candidatos, em conformidade com as regras previamente estabelecidas no certame.”

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