Há meses, a médica e especialista em dor crônica Monique Guilarducci Laureano, de 35 anos, que atua em Goiânia, enfrenta uma situação que transformou a relação dela com as redes sociais. De forma repentina, a profissional viu os próprios vídeos viralizarem após ser alvo de uma série de comentários ofensivos sobre a aparência física, principalmente em relação ao tamanho da testa.
Os ataques, no entanto, não se limitaram às ofensas. Em entrevista ao TVSD Notícias, Monique, que produz conteúdo sobre saúde há cerca de cinco anos, revelou que também descobriu que vídeos dela haviam sido adulterados e compartilhados nas redes sociais.
A médica tomou conhecimento da situação em meados de abril, quando encontrou uma gravação sobre ela no TikTok e, ao mesmo tempo, recebeu alertas de amigos. A descoberta, segundo ela, foi um grande choque.
“Foi um susto. São pessoas adultas, mas parecia que eu estava lidando com crianças. É assustador pensar que adultos fazem esse tipo de coisa. Nunca imaginei passar por algo assim aos meus 35 anos”, relata.
Se, por um lado, os ataques desencadearam uma onda de comentários maldosos, por outro, mobilizaram influenciadores e personalidades. Padre Fábio de Melo, Jojo Todynho e Renato Cariani manifestaram apoio público à médica.
Além da solidariedade recebida nas redes, Monique destaca que o suporte da família e dos amigos foi essencial para enfrentar o momento difícil. Com o passar dos meses, ela afirma que conseguiu ressignificar a experiência e transformá-la em uma oportunidade de ampliar seu propósito profissional.
“Hoje eu vejo que o meu propósito era alcançar mais pessoas. Tenho pacientes que chegam até mim dizendo que já tentaram diversos tratamentos e que me enxergam como a última esperança. Quando olho por esse lado, percebo que, se tudo isso não tivesse acontecido, talvez eu não tivesse conseguido chegar até essas pessoas”, afirma.
Diante dos fatos, Monique informou que acionou sua assessoria jurídica para adotar medidas contra os responsáveis pela adulteração dos vídeos, incluindo ações de indenização.
“Eu tenho uma estrutura emocional e familiar muito sólida. Mas qualquer outra pessoa, sem esse apoio, poderia não suportar esse impacto. Alguém poderia até tirar a própria vida por causa de algo assim”, conclui.