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Área Azul pode chegar ao fim em Goiânia; projeto começa a tramitar na Câmara

Se receber parecer favorável, seguirá para votação em plenário, onde precisará ser aprovado em dois turnos pelos vereadores
Câmara Municipal de Goiânia. (Foto: Divulgação)

A possibilidade de extinguir a cobrança pelo uso das vagas da Área Azul em Goiânia começou a ser debatida pela Câmara Municipal nesta quarta-feira (1º). A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) iniciou a análise do Projeto de Lei nº 113/2026, de autoria do vereador Luan Alves (MDB), que prevê o fim do estacionamento rotativo pago nas vias públicas da capital e revoga a legislação que regulamenta o serviço desde 2003.

Ao defender a proposta, o parlamentar afirmou que a gratuidade das vagas pode impulsionar o comércio tradicional, principalmente nas regiões Central e de Campinas. Segundo ele, a cobrança pelo estacionamento acaba afastando consumidores e dificultando o acesso às lojas.

“Hoje o Centro enfrenta muitas dificuldades, e uma delas é justamente o acesso. Com o estacionamento gratuito, mais pessoas poderão frequentar o Centro, Campinas e outras regiões comerciais”, argumentou.

O debate sobre o projeto acabou sendo interrompido após o vereador Wellington Bessa (Mobiliza), líder do prefeito na Câmara, pedir vista da matéria para realizar uma análise mais detalhada. O pedido foi aprovado pelos integrantes da comissão.

Segundo Luan Alves, o texto ainda deverá passar por novas discussões entre os parlamentares antes de seguir para as próximas etapas da tramitação.

Caso seja aprovado, o projeto extingue a cobrança pelo uso das vagas de estacionamento em vias públicas de Goiânia, encerrando o sistema conhecido como Área Azul.

Na justificativa da proposta, Luan Alves argumenta que as vias públicas são bens de uso comum da população e, por isso, o acesso a esses espaços não deveria depender de pagamento. O vereador também sustenta que a medida poderá incentivar a retomada do comércio tradicional da capital ao facilitar o acesso de consumidores às regiões comerciais.

Após a análise do pedido de vista, o projeto voltará à Comissão de Constituição, Justiça e Redação. Se receber parecer favorável, seguirá para votação em plenário, onde precisará ser aprovado em dois turnos pelos vereadores para, posteriormente, ser encaminhado à sanção ou veto do prefeito.

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