Localizado em frente ao antigo Casarão da Rua 20, no Setor Central, em Goiânia, o tradicional mogno de quase 70 anos seguirá mantido, ao menos, até o próximo sábado (28). A remoção, que estava prevista para ocorrer nos dias 21 e 22 de fevereiro, foi oficialmente adiada pelo Tribunal Regional Federal (TRF).
Nativa da Amazônia, a árvore é da espécie Swietenia macrophylla e foi plantada no fim da década de 1950 por estudantes da Faculdade de Direito, como forma de protesto contra o desmatamento da espécie na região Norte — área que, à época, incluía o atual estado do Tocantins.
Em nota, a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) informou que não irá se pronunciar sobre o caso e que eventuais questionamentos devem ser direcionados ao TRF. Já a Seção Judiciária de Goiás da Justiça Federal (SJGO) comunicou que a nova previsão é de que a retirada ocorra nos dias 07 e 08 de março.
A Equatorial Goiás afirmou que analisa a situação em conjunto com a Comurg para avaliar a melhor forma de contribuir com a execução do serviço.
História
Devido à beleza e à localização estratégica, o mogno havia sido declarado imune ao corte. No entanto, a portaria foi revogada, o que permitiu a continuidade de um processo administrativo que resultou na decisão pela retirada. A medida foi publicada no Diário Oficial da União em 08 de dezembro de 2025.
Segundo laudo técnico emitido pela Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA), a análise mais recente foi realizada após solicitação da Universidade Federal de Goiás (UFG), que, desde 2007, promove exposições e atividades culturais no casarão.
Em avaliações feitas por professores da Escola de Agronomia da instituição, em 2021, foi identificado o aumento da inclinação da árvore em direção à rua e às estruturas próximas, além da presença significativa de galhos mortos com risco de queda.
Também foram observados orifícios provocados por brocas e insetos, bem como indícios de cavidades internas no tronco, detectadas por meio de técnicas de percussão.
Uma vistoria complementar realizada pela AMMA, em 4 de setembro de 2025, constatou novos agravantes no estado da árvore. Foram identificados um ninho de formigas na base do tronco e galhos secos nas extremidades da copa.
Leia a nota da Equatorial Goiás
A Equatorial Goiás informa que se reuniu, nesta terça-feira (24), com a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) para tratar da retirada de uma árvore localizada na Rua 20, em Goiânia. A distribuidora esclarece que está analisando, em conjunto com a Comurg, a melhor forma de contribuir com a execução do serviço, observando os critérios técnicos e de segurança necessários.
Leia a nota da Seção Judiciária de Goiás da Justiça Federal (SJGO)
A Equatorial informou que será necessário instalar um poste adicional. No dia 7/3 haverá descida da rede e desenergização; no dia 8/3, apenas desenergização. Nesses dois dias, os três prédios vizinhos e o prédio da JF ficarão temporariamente sem energia. Como a concessionária precisa comunicar os usuários com antecedência mínima de 8 a 10 dias úteis, a previsão é que o serviço ocorra em 7 e 8 de março de 2026. Não há qualquer impasse. Todos os procedimentos estão sendo conduzidos dentro da normalidade e com total transparência, como desde o início. A SJGO apenas aguarda a formalização das datas pela Equatorial.