O avanço dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Goiás acende um alerta entre as autoridades de saúde.
Dados da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) evidenciam a vulnerabilidade de grupos prioritários, como idosos e crianças. Até o momento, o estado registra 2.713 casos de SRAG e 121 óbitos confirmados.
Do total de casos, 1.799 correspondem a crianças menores de 9 anos, enquanto 489 registros são de pessoas com mais de 60 anos.
Em relação aos óbitos, 85 ocorreram entre pessoas com mais de 60 anos, o que representa 70% do total. Entre crianças menores de 9 anos, foram registrados 11 óbitos.
“É fundamental que os municípios intensifiquem a busca ativa desses grupos, ampliem as estratégias de vacinação e levem a imunização até onde as pessoas estão, especialmente para aqueles que têm dificuldade de acesso às unidades de saúde”, destacou a subsecretária de Vigilância em Saúde da SES-GO, Flúvia Amorim.
Segundo a pasta, as crianças concentram o maior número de internações, enquanto os idosos apresentam maior taxa de letalidade, em razão de comorbidades, fragilidade imunológica e maior risco de evolução para formas graves da doença.
Até o momento, o Ministério da Saúde disponibilizou ao estado 935,8 mil doses da vacina contra a Influenza.
Os imunizantes já foram distribuídos aos municípios. A campanha de vacinação teve início em 28 de março e está disponível em todas as cidades goianas.
Inicialmente, a vacina é destinada aos grupos prioritários, com foco em idosos (acima de 60 anos), crianças (de 6 meses a menores de 6 anos) e gestantes.
Atualmente, a cobertura vacinal contra a Influenza está em 16,92% no Brasil e 16,19% em Goiás entre os grupos prioritários.