O piloto da aeronave que realizou um pouso forçado após pegar fogo em uma fazenda de Itarumã, no sudoeste de Goiás, foi preso durante uma operação policial realizada na madrugada desta quinta-feira (16). Além dele, outras três pessoas foram detidas por suspeita de envolvimento com o transporte da carga de cocaína.
O avião havia feito o pouso de emergência na tarde de quarta-feira (15), após um incêndio atingir a aeronave. A ocorrência foi comunicada à polícia por um caseiro da propriedade rural, que avistou o avião em chamas e acionou as autoridades. No local, equipes do Batalhão Rodoviário encontraram a aeronave abandonada.
Durante as buscas, os policiais localizaram aproximadamente 325 quilos de cocaína escondidos em uma área de mata próxima ao ponto onde o avião havia pousado. Inicialmente, o piloto não foi localizado, dando início a uma operação para encontrá-lo.
Foi então organizado um cerco envolvendo equipes do 3º Batalhão de Polícia Militar Rural (BPM Rural), Grupo de Radiopatrulha Aérea (Graer), Comando de Operações de Divisas (COD), Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Companhia de Policiamento Especializado (CPE) do 14º Comando Regional da Polícia Militar (CRPM), Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) e 33ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM). Durante a ação, os militares localizaram e prenderam o piloto da aeronave, além de três pessoas que haviam saído do estado de São Paulo para resgatá-lo.
Segundo as investigações, a cocaína foi embarcada em uma pista localizada no estado do Mato Grosso, próximo à fronteira com a Bolívia, e seria levada para o interior de Minas Gerais. Conforme apurado pela polícia, o piloto receberia R$ 70 mil pelo transporte da carga.
Ao todo, a operação resultou na apreensão de 325 quilos de cocaína, da aeronave utilizada no crime e na prisão de quatro pessoas. Todos os envolvidos foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal, em Jataí, onde foram apresentados à autoridade policial para os procedimentos cabíveis.
O caso segue sob investigação para identificar outros integrantes da organização criminosa e esclarecer todas as circunstâncias do transporte da droga.