Um dos principais cartões-postais de Goiás guarda uma curiosidade pouco conhecida. A cachoeira mais alta do Salto Corumbá, em Corumbá de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, permaneceu sem água por mais de dois séculos devido à exploração de ouro na região.
Durante o século XVIII, o curso do Rio Corumbá foi desviado para facilitar a atividade mineradora. Na época, a queda d’água era vista como um obstáculo para a extração do minério, o que fez com que a água deixasse de seguir o leito natural.
Atualmente, o cenário é bem diferente. Com cerca de 50 metros de altura, a cachoeira é uma das principais atrações do Parque Salto Corumbá e recebe aproximadamente 120 mil visitantes por ano.
A recuperação do leito natural do rio ocorreu durante as obras de pavimentação da BR-414, rodovia que acompanha o Rio Corumbá por vários quilômetros. Foi a partir dessa intervenção que a água voltou a formar a cachoeira, em 1988.
Mesmo após a recuperação da queda d’água, o antigo desvio criado durante o período da mineração ainda pode ser observado pelos visitantes que percorrem as trilhas do parque.
Vale salientar que Corumbá de Goiás surgiu em 8 de setembro de 1730, após a descoberta de ouro no rio que deu nome à cidade.
Atualmente, o município integra a Região Turística dos Pireneus e, ao lado de Pirenópolis, destaca-se como um dos principais destinos de turismo histórico e de natureza em Goiás.