A Câmara Municipal de Goiânia apresentou recurso contra a decisão judicial que determinou a suspensão, por 90 dias, do concurso público regido pelo Edital nº 01/2025.
A paralisação do certame ocorreu após indícios de possíveis irregularidades envolvendo um candidato com vínculo ao Instituto Verbena, da Universidade Federal de Goiás (UFG), responsável pela organização do concurso.
No recurso, a Câmara argumenta que a decisão foi baseada em suspeitas ainda não comprovadas. Segundo o Legislativo municipal, documentos apresentados pelo Instituto Verbena e pela Comissão do Concurso demonstram a adoção de mecanismos de controle, transparência e prevenção de conflitos de interesse durante todas as etapas do processo seletivo.
O órgão também sustenta que não há provas concretas de fraude ou favorecimento capazes de comprometer a lisura e a validade do certame.
Além disso, a Procuradoria-Geral da Câmara afirma que a suspensão traz prejuízos diretos aos 61 candidatos já aprovados, bem como à própria administração pública, que aguarda o preenchimento dos cargos previstos no edital.
Outro argumento apresentado no recurso diz respeito ao calendário eleitoral de 2026. De acordo com a Câmara, a manutenção da medida cautelar pode comprometer futuras nomeações em razão das restrições legais impostas durante o período eleitoral.
Diante disso, o Legislativo municipal pede a revogação integral da decisão que suspendeu o concurso. Alternativamente, requer que eventuais restrições sejam aplicadas apenas aos cargos que estão sob investigação.
Relembre o caso
A suspensão foi determinada pelo conselheiro Humberto Aidar em 15 de maio, após a análise de denúncias apresentadas por candidatos que participaram do concurso realizado em março deste ano.
As suspeitas se concentram em um candidato aprovado em primeiro lugar para o cargo de administrador. Conforme a denúncia, ele teria mantido atuação institucional junto ao Instituto Verbena/UFG em período próximo à realização das provas, incluindo participação em eventos e projetos vinculados à entidade organizadora.
O caso segue em análise pelos órgãos de controle.