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Canetas emagrecedoras avançam na rede pública e já são usadas em Goiás

Tratamento prevê acompanhamento multiprofissional e está associado à adoção de hábitos saudáveis
Canetas emagrecedoras avançam na rede pública e já são usadas em Goiás
(Foto: Reprodução)

As chamadas canetas emagrecedoras, que ganharam popularidade nos últimos anos no Brasil, começam a avançar também na rede pública de saúde. Estados como Goiás e Rio de Janeiro, além do Distrito Federal, já passaram a utilizar esses medicamentos em programas específicos voltados ao tratamento da obesidade.

Em Goiás, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) aprovou, em março deste ano, um protocolo destinado a adolescentes e jovens entre 12 e 21 anos diagnosticados com obesidade.

O tratamento prevê acompanhamento multiprofissional e está associado à adoção de hábitos saudáveis, incluindo prática regular de atividades físicas e reeducação alimentar.

Pelas regras do programa, os pacientes precisam atingir metas mínimas de redução de peso para permanecer no tratamento. Caso os resultados esperados não sejam alcançados, o uso da medicação poderá ser interrompido. Até o momento, centenas de pessoas já foram atendidas por meio de medicamentos de gerações anteriores.

Enquanto isso, o Ministério da Saúde avalia a possibilidade de ampliar a oferta desse tipo de tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS). Entre as alternativas analisadas está o Wegovy, medicamento à base de semaglutida indicado para o tratamento da obesidade em pacientes com maior risco de complicações cardiovasculares.

A proposta está em análise pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). O órgão tem prazo de até 180 dias para emitir um parecer, período que pode ser prorrogado por mais 90 dias.

Após essa etapa, o tema ainda será submetido à consulta pública antes que uma decisão definitiva seja tomada pelo Ministério da Saúde.

O debate sobre a incorporação dessas medicações ao SUS ocorre em um cenário de aumento dos índices de obesidade e da busca por tratamentos mais eficazes para a doença. Ao mesmo tempo, especialistas defendem critérios rigorosos para garantir que os medicamentos sejam utilizados de forma adequada e exclusivamente nos casos em que houver indicação clínica.

Além da análise regulatória, o governo federal acompanha pesquisas e experiências já desenvolvidas em diferentes regiões do país. Os estudos deverão auxiliar na definição de estratégias para uma eventual implementação do tratamento na rede pública, considerando aspectos como segurança, custo-benefício e impacto para os pacientes.

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