A prisão da estudante de pós-graduação em Direito Ellen Lorraine Trindade Mateus, de 27 anos, continua sendo alvo de controvérsia. Detida desde o dia 2 de julho, após uma operação realizada em Trindade, ela permanece na Penitenciária Feminina de Aparecida de Goiânia enquanto a defesa tenta reverter a decisão judicial.
Para a Polícia Civil do Amapá, a prisão ocorreu dentro da legalidade e foi resultado de uma investigação que apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes por meio da internet. Já os advogados da estudante sustentam que ela não tem qualquer relação com o grupo e afirmam que houve um erro de identificação.
Segundo a corporação, Ellen é investigada por supostamente integrar uma associação criminosa formada por 16 pessoas, sendo que 10 dos investigados residiriam em Goiás.
As investigações apontam que o grupo utilizava páginas falsas na internet para imitar os canais oficiais da Equatorial Energia, concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica no Amapá. Conforme a Polícia Civil, consumidores eram induzidos a realizar pagamentos nesses sites, e o dinheiro era direcionado para contas controladas pelos investigados.
Ainda de acordo com a polícia, a operação foi autorizada pela Justiça após representação da autoridade policial, manifestação do Ministério Público e expedição de mandados de prisão e de busca e apreensão.
A defesa, no entanto, afirma que Ellen Lorraine foi presa injustamente. O advogado Jean Tavares sustenta que a estudante teria sido confundida com outra mulher, também identificada como “Lorraine”, que seria a verdadeira investigada no inquérito.
“A ordem de prisão foi determinada pelo juízo do Estado do Amapá, advinda de uma conclusão irresponsável da Polícia Civil de lá, que concluiu as investigações e representou pela prisão da Ellen”, declarou o advogado.
Enquanto a Polícia Civil mantém o entendimento de que a prisão foi fundamentada nas provas reunidas durante a investigação, a defesa busca demonstrar à Justiça que a estudante não possui ligação com a organização criminosa e que foi vítima de um equívoco.