PUBLICIDADE

Caso Ellen Lorraine: Polícia Civil nega prisão por engano e afirma que mandado foi cumprido corretamente

Instituição reforça que não houve troca de nomes, erro de identificação ou prisão irregular
Caso Ellen Lorraine: Polícia Civil nega prisão por engano e afirma que mandado foi cumprido corretamente
(Foto: Reprodução)

A Polícia Civil do Amapá divulgou, nesta terça-feira (21), uma nota oficial em que contesta a versão apresentada pela defesa da estudante de pós-graduação em Direito Ellen Lorraine Trindade Mateus, de 27 anos, presa desde o dia 2 de julho. Segundo a corporação, não houve erro de identificação nem equívoco no cumprimento da ordem judicial.

No documento, a Polícia Civil afirma que a prisão e o mandado de busca e apreensão foram expedidos com base em uma investigação formal, após representação da autoridade policial, manifestação do Ministério Público e decisão do Poder Judiciário.

“No caso mencionado, foram expedidos mandado judicial de prisão e mandado judicial de busca e apreensão, ambos fundamentados em investigação formal, individualização da pessoa investigada, representação da autoridade policial, manifestação do Ministério Público e decisão do Poder Judiciário”, informa a nota.

Ainda de acordo com a corporação, medidas cautelares dessa natureza são adotadas somente após análise dos elementos reunidos durante a investigação e submetidos ao controle judicial. A Polícia Civil também afirma que a divulgação de informações sobre uma suposta prisão indevida pode gerar desinformação e comprometer a credibilidade das instituições responsáveis pela apuração dos fatos.

No encerramento da nota, a instituição reforça que não houve troca de nomes, erro de identificação ou prisão irregular e afirma que eventuais questionamentos devem ser discutidos no âmbito do processo judicial, perante as autoridades competentes.

Defesa sustenta prisão por engano

A manifestação da Polícia Civil diverge da versão apresentada pela defesa de Ellen Lorraine. Moradora de Trindade, a estudante está presa há 18 dias e, segundo o advogado Jean Tavares, foi detida após ser confundida com outra mulher investigada pela Polícia Civil do Amapá.

Conforme a defesa, a prisão ocorreu durante o cumprimento de um mandado executado por equipes da Central de Flagrantes de Trindade, na manhã de 2 de julho. O advogado afirma que a verdadeira investigada também possui o nome Lorraine e é suspeita de integrar um grupo investigado por supostos golpes.

Segundo Jean Tavares, um dos elementos que teriam contribuído para a prisão da estudante seria o fato de o número de telefone dela estar salvo na agenda de um dos investigados. A defesa argumenta, porém, que Ellen possui apenas uma linha telefônica registrada em seu CPF e que esse número é diferente daquele atribuído à suspeita investigada.

Filha de um coronel da reserva da Polícia Militar de Goiás, Ellen nega qualquer envolvimento com a investigação e afirma, por meio da defesa, que busca demonstrar na Justiça que foi presa por engano.

Até o momento, a Polícia Civil do Amapá mantém o entendimento de que a prisão ocorreu de forma regular, enquanto a defesa segue contestando a legalidade da medida e pede o reconhecimento do alegado erro de identificação.

Leia mais

PUBLICIDADE