Cinco guardas civis municipais de Santa Helena de Goiás se tornaram réus pelos crimes de tortura, violação de domicílio, sequestro e ameaça contra duas vítimas.
A denúncia, apresentada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), foi recebida pela Justiça de Goiás, que deu início à ação penal.
Respondem ao processo Camila Maria Soares, Dieilis Ronieli Serpa, Huan Felipe de Castro Batista, Johnathan Ramon Freitas Alves e Matheus Souza Rabelo.
Na mesma decisão, a Justiça determinou a suspensão do exercício das funções dos cinco guardas civis municipais e proibiu que eles mantenham qualquer contato com as vítimas e seus familiares.
Relembre o caso
Segundo a denúncia, no dia 11 de março deste ano, os guardas invadiram, sem autorização judicial e fora das hipóteses previstas em lei, a residência de uma das vítimas.
No local, as duas vítimas teriam sido submetidas a sessões de tortura por meio de agressões físicas e graves ameaças, com o objetivo de obter informações.
Ainda conforme o Ministério Público, após as agressões na residência, três dos denunciados colocaram uma das vítimas no compartimento destinado ao transporte de presos da viatura e a levaram para uma região de mata, em um local ermo. Lá, ela teria sido novamente torturada por horas, mediante agressões físicas e ameaças, na tentativa de constrangê-la a fornecer informações.
A denúncia também aponta que uma das vítimas foi ameaçada para que não denunciasse os fatos às autoridades.