O Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) iniciou, nesta semana, uma série de atividades em Goiânia para enfrentar o discurso de ódio, o extremismo e o neonazismo em Goiás. A agenda integra a elaboração do Relatório Nacional sobre o tema e, ao longo de três dias, reúne representantes da sociedade civil, autoridades e especialistas.
A Relatoria Especial do CNDH coordena a missão. Nesse sentido, o grupo pretende mapear ocorrências, avaliar impactos e coletar contribuições para formular recomendações em nível nacional.
Em Goiás, além da atuação do conselho, a programação conta com apoio do Conselho Estadual de Direitos Humanos, Igualdade Racial e Combate ao Preconceito de Goiás (CEDHIRCOP), do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH) e da Ouvidoria Especial de Combate a Crimes Raciais e de Intolerância da Câmara Municipal de Goiânia.
Impactos na democracia
Na segunda-feira (23), os integrantes do conselho dialogaram com representantes de religiões de matriz africana. O encontro aconteceu na Casa Axé Dan Fé Érò, na Vila Itatiaia. Durante a reunião, lideranças relataram casos de intolerância e discriminação. Além disso, o grupo apresentou demandas e sugestões de políticas públicas.
Já na terça-feira (24), o CNDH promoveu o seminário “Democracia no Brasil em Tempos de Discurso de Ódio”, na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás). O evento reuniu conselheiros, pesquisadores e parlamentares. Entre os participantes estiveram a presidente do CNDH, Ivana Leal, o relator especial Carlos Nicodemos e o vereador Fabrício Rosa (PT).
Durante o debate, os convidados analisaram o avanço de manifestações intolerantes no país. Também discutiram caminhos jurídicos, sociais e educativos para enfrentar o problema e fortalecer a democracia.
Audiência pública
Por fim, a programação chega ao fim nesta quarta-feira (25) com uma audiência pública no Auditório Carlos Eurico, na Câmara Municipal de Goiânia. No encontro, movimentos sociais, pesquisadores e cidadãos poderão apresentar denúncias, análises e propostas.
Além da participação presencial, o CNDH disponibilizou um formulário eletrônico para receber contribuições por escrito. Dessa forma, o conselho amplia a escuta social e qualifica a construção do relatório final.