Desde a adoção de novas regras para controle e validação de afastamentos médicos, a Prefeitura de Aparecida de Goiânia registrou queda no número de atestados apresentados por servidores municipais.
Segundo a administração municipal, houve redução de 37% na entrega desses documentos. O número caiu de 1.219 atestados registrados entre fevereiro e março de 2025 para 772 no mesmo período de 2026.
Dados da prefeitura apontam ainda que, entre fevereiro e junho do ano passado, os servidores apresentaram média de 591 atestados médicos por mês. O maior volume foi registrado em março, quando foram contabilizados 671 documentos.
Após a implementação de critérios mais rígidos para análise e validação dos afastamentos, a média mensal caiu para 565 atestados entre agosto e dezembro de 2025. O menor índice foi registrado em novembro, com 312 documentos apresentados.
A redução também impactou os gastos com auxílio-doença pagos aos servidores municipais. Conforme a prefeitura, a média de trabalhadores afastados caiu de 292, no período entre fevereiro e junho de 2025, para 275 entre agosto e dezembro do mesmo ano.
De acordo com a administração municipal, a diminuição no número de beneficiários foi de 6%, gerando impacto financeiro estimado em R$ 434,7 mil aos cofres públicos.
Entenda as mudanças
As novas regras determinam que atestados com afastamento superior a três dias passem obrigatoriamente por perícia presencial na junta médica, que atualmente funciona na sede do AparecidaPrev.
Durante a análise, são verificados fatores como autenticidade do documento, código da doença informado pela Classificação Internacional de Doenças (CID), compatibilidade entre diagnóstico e período de afastamento, histórico clínico do servidor, exames complementares e credenciamento do médico responsável pela emissão do atestado.
Caso a junta médica identifique inconsistências ou ausência de informações, relatórios complementares podem ser solicitados ao profissional que realizou o atendimento.