Após dois anos desaparecida, o corpo da goianiense Letícia Alves de Oliveira foi encontrado em uma área de floresta na província de Quebec, no Canadá. A identificação da vítima ocorreu após o cruzamento do DNA do corpo com amostras genéticas de Letícia e foi confirmada na última quinta-feira (26).
Formada em Química pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e mestre em Ciências pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), ela morava nos Estados Unidos (EUA) e o corpo havia sido localizado em abril de 2024.
“A vítima estava vestindo várias peças de roupa, incluindo um gorro, casaco de inverno, jeans, meias de lã e botas de inverno. Foi realizada uma autópsia e a causa provável da morte foi hipotermia ambiental”, informou a organização a ONG Unidentified Human Remains Canada.
Em entrevista ao G1, familiares de Letícia afirmaram que o último contato com ela ocorreu em 2023. Até o momento, não há informações sobre o translado do corpo para o Brasil.
De acordo com a família, a mulher iniciou, em 2023, o processo de solicitação de visto americano por meio de um escritório de advocacia em Boston.
Ela deixa uma filha de 12 anos, com quem costumava falar por telefone enquanto estava no exterior. Segundo o irmão, as redes sociais da goianiense foram apagadas gradualmente e a conta no Facebook foi deletada no início de 2024.
O caso havia sido arquivado pela Polícia Federal (PF). No entanto, o reconhecimento do corpo foi possível após o cruzamento com uma amostra genética coletada pela Polícia de Imigração dos Estados Unidos, no período em que Letícia esteve presa entre janeiro e abril do mesmo ano.