O corpo de José Roberto Sousa Campos foi encontrado enterrado em uma residência localizada entre os setores Jardim Sevilha e Jardim Imperial, em Senador Canedo, na tarde de sábado (25). Segundo a Polícia Militar (PM), a vítima foi assassinada a facadas e teve o corpo ocultado em uma cova clandestina. A principal linha de investigação aponta que o crime foi motivado por uma dívida relacionada ao tráfico de drogas.
As equipes da PM chegaram ao imóvel após receberem uma denúncia anônima informando que um homem havia sido morto e enterrado no local. Conforme a corporação, o denunciante relatou que o homicídio teria sido ordenado em razão de uma dívida de entorpecentes.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, foram usados picareta, pá, enxada e enxadão para perfurar cerca de 1 metro de profundidade até o corpo mencionado. Logo após a localização, foi entregue ao IML e retornamos à base sem alteração.
Durante as diligências, os policiais localizaram o primeiro suspeito, identificado como Wilker Alves Pereira, na Vila São Sebastião. De acordo com a PM, ele confessou participação no crime e revelou o ponto exato onde o corpo da vítima havia sido enterrado.
Com o apoio do Corpo de Bombeiros, da Polícia Civil e da Polícia Científica, foram realizadas escavações no imóvel, que resultaram na localização do cadáver. No local, também foram apreendidas três facas que, segundo a investigação, teriam sido utilizadas no homicídio, além de uma enxada e um enxadão usados para abrir a cova.
Na continuidade da operação, um segundo suspeito, Dhanillo Rodrigues Rosa, foi preso no Setor Morada do Morro. Conforme a Polícia Militar, ele admitiu ter cavado a cova e forneceu detalhes sobre a participação de outros envolvidos na execução do crime.
Ainda segundo a corporação, o homicídio teria sido determinado por um homem conhecido pelo apelido de “Jaquinha”, apontado como líder do tráfico de drogas na região. Ele não foi localizado e é considerado foragido. Durante as buscas, os policiais encontraram a tornozeleira eletrônica atribuída ao suspeito cortada e descartada em uma lixeira no Terminal Rodoviário de Goiânia, no Setor Norte Ferroviário.