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Dinheiro sem explicação: quatro apreensões milionárias chamam atenção em Goiás

Somados, valores ultrapassam milhões de reais, com destaque para um caso de quase R$ 2 milhões encontrados em uma mala.
Dinheiro sem explicação: quatro apreensões milionárias chamam atenção em Goiás
(Foto: Reprodução)

Entre outubro do ano passado e janeiro deste ano, quatro ocorrências de apreensão de grandes quantias em dinheiro vivo mobilizaram forças de segurança em Goiás.

Somados, os valores ultrapassam milhões de reais, com destaque para um caso de quase R$ 2 milhões encontrados em uma mala. 

Segundo a polícia, os suspeitos foram detidos ou conduzidos à delegacia por não conseguirem comprovar a origem lícita do dinheiro no momento da abordagem.

Embora não exista limite legal para o transporte de dinheiro em espécie no Brasil, conforme esclarecem a Delegacia da Receita Federal em Goiânia e o Banco Central, a posse de grandes quantias pode motivar condução à delegacia quando há indícios de irregularidade. Nesses casos, a falta de comprovação sobre a procedência dos valores pode levar à abertura de investigação por crimes como lavagem de dinheiro.

Os flagrantes recentes ocorreram em diferentes cidades do estado. Em 15 de outubro de 2025, policiais militares do Batalhão de Operações Especiais encontraram R$ 1 milhão dentro de uma mochila, no interior de um carro, em Goiânia. O homem abordado não apresentou justificativa convincente sobre a origem do montante. Além do possível enquadramento por lavagem de dinheiro, ele também poderia responder por posse ilegal de arma de fogo. A investigação foi encaminhada à Polícia Federal (PF).

No dia 07 de novembro, um idoso, de 66 anos, foi flagrado transportando R$ 850 mil em uma mochila dentro de um ônibus que saiu de São Paulo com destino a Brasília. A abordagem ocorreu na BR-153, em Hidrolândia, na Região Metropolitana de Goiânia, após troca de informações entre o serviço de inteligência e o Grupamento de Intervenção Rápida e Ostensiva. O passageiro foi encaminhado à Polícia Federal e autuado por lavagem de dinheiro.

Já na madrugada de 18 de dezembro, dois homens foram abordados pelo Comando de Operações de Cerrado, em Catalão, no sul do estado. Dentro do veículo em que estavam, os policiais localizaram R$ 1 milhão distribuídos em maços de cédulas de R$ 100, guardados em duas bolsas. Os suspeitos optaram por permanecer em silêncio ao serem questionados sobre a procedência do valor. O dinheiro foi apreendido, mas eles não foram presos. O caso passou a ser investigado pelo Grupo Especial de Investigação Criminal da Polícia Civil.

O maior valor foi apreendido em 29 de janeiro, na BR-050, em Cristalina, no Entorno do Distrito Federal. Policiais encontraram R$ 1,7 milhão no porta-malas de um carro que seguia de São Paulo para Brasília. De acordo com a Polícia Militar, os dois ocupantes apresentaram versões diferentes sobre o destino do dinheiro, alegando inicialmente que seria utilizado na compra de um carro importado e, posteriormente, no pagamento de honorários advocatícios. A quantia foi apreendida e os suspeitos levados à Delegacia da Polícia Federal, em Brasília.

A Polícia Federal de Goiás especificamente sobre os desfechos dos casos de Goiânia e Hidrolândia, mas a assessoria de imprensa disse que a instituição não se manifesta sobre investigações relacionadas à apreensão de dinheiro.

Em relação ao caso de Catalão, a Polícia Civil de Goiás informou que ninguém se apresentou reivindicando o valor apreendido até o momento, que foi depositado em conta bancária judicial. O inquérito ainda está em andamento.

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