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Dois PMs são presos suspeitos de tortura e extorsão contra mulheres em Goiânia

Uma das vítimas morreu e a outra, que estava grávida, perdeu o bebê
Dois PMs são presos suspeitos de tortura e extorsão contra mulheres em Goiânia
(Foto: Reprodução)

Dois policiais militares foram presos nesta sexta-feira (21), em Goiânia, suspeitos de envolvimento em crimes de tortura e extorsão contra duas mulheres que trabalhavam com reciclagem na região noroeste da capital. Mandados de prisão temporária e de busca e apreensão foram cumpridos durante a operação.

Segundo as investigações, os crimes teriam ocorrido entre maio e junho de 2026. Uma das vítimas morreu e a outra, que estava grávida, perdeu o bebê.

Documentos obtidos com exclusividade pela TV Serra Dourada apontam que os policiais investigados são Mateus Barbosa dos Santos e Luiz Fernando Liessi do Nascimento.

Conforme os registros aos quais a emissora teve acesso, uma das vítimas morreu após sofrer agressões físicas reiteradas durante abordagens realizadas pelos policiais em um estabelecimento de reciclagem no Jardim Nova Esperança, onde ela trabalhava como cuidadora de uma idosa.

Segundo os documentos, as agressões incluíam socos, golpes com a lateral de um facão e arremessos contra paredes e estruturas de ferro. A vítima sofreu traumatismo cranioencefálico e morreu no dia 09 de abril de 2026, no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol).

Depoimentos de testemunhas e pessoas próximas à vítima apontaram que os policiais frequentavam o estabelecimento. Conforme os relatos, um deles seria responsável pelas agressões, enquanto o outro teria participado das ações e registrado parte das ocorrências em vídeo. Os dois também teriam destruído câmeras de monitoramento instaladas no imóvel.

As investigações apontam ainda que os agentes teriam subtraído dinheiro e bens pertencentes ao proprietário do estabelecimento. Testemunhas indicaram Mateus como responsável pelas agressões, enquanto Luiz Fernando teria participado dos registros e da ocultação de provas.

A apuração aponta que os episódios não seriam isolados. Segundo os investigadores, os policiais apresentariam um padrão recorrente de violência e abuso de autoridade na região, com relatos de apropriação indevida de bens e valores, uso desproporcional da força física e constrangimento das vítimas, inclusive com a imposição de atos vexatórios.

Durante o cumprimento dos mandados, um dos policiais estava em serviço e foi conduzido à Corregedoria da Polícia Militar. O outro estava de férias no momento da prisão e foi levado para a sede do Complexo das Delegacias, no Setor Cidade Jardim, em Goiânia.

Os dois devem ser ouvidos e, posteriormente, encaminhados ao presídio militar. A operação contou com equipes da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), da Corregedoria da Polícia Militar, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e do GT3.

O que diz a PM

Em nota enviada à TV Serra Dourada, a Polícia Militar do Estado de Goiás informou que a operação é coordenada pela Polícia Civil de Goiás. A corporação afirmou ainda que a Corregedoria da PMGO foi previamente comunicada e acompanha o cumprimento dos mandados judiciais, prestando o apoio necessário à ação.

Leia a nota 

A Polícia Militar do Estado de Goiás informa que a operação mencionada é coordenada pela Polícia Civil do Estado de Goiás.

A Corregedoria da PMGO foi previamente comunicada e acompanha o cumprimento dos mandados judiciais, prestando o apoio necessário à ação, que também conta com a participação de equipes especializadas da Polícia Militar.

A operação encontra-se em andamento. Em razão disso, outras informações deverão ser divulgadas oportunamente pelos órgãos responsáveis pela investigação, de modo a não comprometer o regular andamento dos trabalhos.

 

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