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Dupla vira réu por matar homem durante rituais em cemitério de Goiânia; crânio humano é encontrado na casa de um deles

Discussão teria começado por disputa de espaço para práticas religiosas
(Foto: Reprodução)

Dois homens se tornaram réus pelo homicídio de Jefferson Gomes Venancio, morto em setembro com 14 golpes de faca durante uma discussão no Cemitério Parque, no Setor Gentil Meirelles, em Goiânia. O crime ocorreu em setembro deste ano e, segundo o Ministério Público de Goiás (MPGO), teria sido motivado por uma disputa envolvendo o espaço utilizado para a realização de rituais religiosos.

Os acusados são Lucas Zaday Neves Fernandes e Iury Domingos Nascimento Santos. Ambos foram denunciados por homicídio qualificado por motivo fútil e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Lucas também responde por ocultação de cadáver, após a polícia encontrar um crânio humano na residência dele.

A denúncia foi recebida pela Justiça em decisão assinada na quarta-feira (28) e publicada na quinta-feira (29). Conforme a investigação, os dois homens frequentavam o cemitério para realizar práticas religiosas. Na madrugada de 26 de setembro, eles teriam entrado no local acompanhados de outras pessoas, após o fechamento dos portões.

Ainda segundo o MPGO, o desentendimento começou quando os acusados encontraram outras pessoas no cemitério e afirmaram que determinado espaço era reservado às atividades religiosas deles. Jefferson, que estava nas proximidades e, segundo relatos coletados ao longo da investigação, aparentava estar sob efeito de drogas, teria interferido na discussão.

A situação se desenrolou para uma agressão. De acordo com a denúncia, Lucas e Iury teriam agido em conjunto contra Jefferson, que foi atingido por 14 golpes de faca e morreu no local. Para o Ministério Público, o homicídio foi cometido por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

Após o crime, a Polícia Militar realizou diligências e localizou um veículo relacionado ao homicídio na residência de Lucas. Durante as buscas no imóvel, os policiais também apreenderam objetos que passaram a integrar a investigação, entre eles um crânio humano.

Segundo o MPGO, o material teria sido retirado de uma sepultura aberta no próprio Cemitério Parque e levado para a residência do acusado para ser utilizado na composição de um altar destinado a práticas ritualísticas.

A denúncia aponta que Lucas “subtraiu o crânio de um cadáver, disposto em uma sepultura aberta, utilizando-o para compor um altar em sua residência”. A identificação da pessoa a quem pertencia o crânio ainda não havia sido estabelecida.

O juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 3ª Vara dos Crimes Dolosos contra a Vida e Tribunal do Júri de Goiânia, recebeu a denúncia do MPGO e autorizou o prosseguimento da ação penal contra os dois acusados.

Com a decisão, Lucas e Iury terão dez dias para apresentar as defesas. O magistrado também solicitou novos laudos periciais, incluindo exames relacionados ao homicídio e ao crânio humano encontrado na residência.

O Ministério Público pede que os dois sejam levados a julgamento pelo Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida. Antes disso, o processo seguirá com a análise das provas e a realização das demais etapas judiciais.

 

Escrita por: Cecília Epifânio

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