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Empresária morre após cirurgia plástica em Goiânia; família denuncia possíveis falhas no atendimento

Moradora de Madri, na Espanha, há cinco anos, ela retornou ao Brasil especialmente para realizar cirurgia
Empresária morre após cirurgia plástica em Goiânia, e família denuncia possíveis falhas no atendimento
(Foto: Reprodução)

A morte da empresária Andreia Vieira Gaspar, de 51 anos, após uma cirurgia plástica realizada em Goiânia, gerou comoção entre familiares, amigos e internautas. A família da paciente afirma ter identificado possíveis falhas no atendimento e denunciou o caso ao Ministério Público.

Segundo os familiares, Andreia não teria passado por uma consulta presencial com o cirurgião antes do procedimento, que custou R$ 118 mil.

Moradora de Madri, na Espanha, há cinco anos, a empresária retornou ao Brasil especialmente para realizar a cirurgia. Ela desembarcou no país em 03 de agosto.

Exames pré-operatórios feitos na Espanha apontaram anticorpos IgM reagentes para as bactérias Borrelia burgdorferi e Brucella. Conforme o documento, os resultados poderiam indicar “processo infeccioso ou inflamatório ativo ou recente”. De acordo com a família, os exames foram encaminhados à equipe médica em 23 de julho.

Ainda segundo os familiares, a orientação recebida foi apenas para interromper o uso dos hormônios utilizados por Andreia na reposição hormonal para a menopausa. A recomendação teria sido recebida em 30 de julho. A família também afirma que a consulta pré-operatória com o médico acabou sendo cancelada.

Andreia foi submetida à cirurgia em 11 de agosto, no Hospital Ankar. O procedimento começou às 8h10 e terminou às 16h20. Foram realizados ritidoplastia profunda, frontoplastia com redução de testa, mentoplastia óssea, blefaroplastia superior, lipoaspiração e enxertia de gordura no rosto.

Após a operação, a empresária foi encaminhada para um quarto comum, e não para uma UTI. Segundo a família, ela chegou ao leito com a língua inchada e dificuldade para fechar a boca.

O cirurgião teria ido ao quarto por volta das 20h, informado que a cirurgia havia sido um sucesso e deixado a unidade. Os familiares relatam ainda que Andreia pediu atendimento ao começar a passar mal, mas não teria sido atendida imediatamente.

Conforme a representação apresentada ao MP, durante a noite do dia 11, ela passou a apresentar dificuldade para respirar, sensação de afogamento e secreção nas vias aéreas. A família afirma que Andreia também relatou incômodo na garganta, mas que as queixas teriam sido interpretadas pela equipe de enfermagem como “nervosismo” e “frescura”.

Andreia sofreu uma parada cardiorrespiratória por volta das 2h15 do dia 12 de agosto. O óbito foi declarado às 4h15.

Em nota enviada à imprensa, a advogada do Hospital Ankar, Cristiene Pereira Couto, afirmou que a equipe médica e de enfermagem adotou “as medidas necessárias diante do quadro apresentado”. Segundo a defesa, os exames pré-operatórios foram realizados externamente, antes da admissão da paciente.

O hospital informou ainda que todos os atendimentos estão registrados no prontuário e declarou estar à disposição para prestar esclarecimentos e colaborar com a apuração dos fatos.

 

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