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Facção suspeita de lavar R$ 320 milhões é alvo de operação da Polícia Civil em Goiás

Ação integra a 13ª fase da Operação Destroyer e resultou no cumprimento de 21 mandados de busca e apreensão
Facção suspeita de lavar R$ 320 milhões é alvo de operação da Polícia Civil em Goiás
(Foto: PCGO)

Um grupo investigado por integrar uma facção criminosa ligada ao tráfico de drogas foi alvo de uma operação da Polícia Civil de Goiás (PCGO) na quinta-feira (09). A organização é suspeita de movimentar mais de R$ 320 milhões por meio de empresas de fachada utilizadas para ocultar recursos de origem ilícita.

A ação integra a 13ª fase da Operação Destroyer e resultou no cumprimento de 21 mandados de busca e apreensão e 15 mandados de prisão nos estados de Goiás e Santa Catarina. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 160 milhões em bens e valores dos investigados.

De acordo com a Polícia Civil, o avanço das investigações permitiu identificar o suspeito apontado como responsável por coordenar a distribuição de drogas para a organização criminosa.

Além dele, outros três investigados, apontados como operadores financeiros do grupo, foram presos. Eles seriam responsáveis por receber, movimentar e ocultar os recursos provenientes das atividades criminosas.

A análise da movimentação financeira revelou ainda que a organização utilizava uma estrutura sofisticada de lavagem de dinheiro, formada por pelo menos sete empresas de fachada destinadas a receber e movimentar os valores obtidos de forma ilegal.

As investigações também indicam que uma fintech formalmente vinculada aos suspeitos teria sido utilizada para dar aparência de legalidade às transações financeiras realizadas pelo grupo.

Segundo a Polícia Civil, o investigado apontado como líder da organização criminosa acumula condenações que, somadas, ultrapassam 106 anos de prisão pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, roubo a banco e homicídio. Ele havia sido preso na última sexta-feira (3), durante uma ação realizada no Setor Marista, em Goiânia.

A ofensiva desta quinta-feira representa um novo desdobramento da Operação Reincidentes, deflagrada em novembro de 2025. Na ocasião, as investigações desarticularam uma célula da organização criminosa que atuava na região sul da capital goiana e culminaram na prisão de 10 integrantes da facção.

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