Apenas em janeiro de 2026, o Judiciário brasileiro registrou 947 novos processos de feminicídio, conforme dados do Painel de Estatísticas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O cenário de violência que assola o país também se reflete em Goiás.
Durante o ano de 2025, o estado registrou mais de 26 mil medidas protetivas expedidas para mulheres em situação de violência.
Além disso, Goiás contabilizou 60 feminicídios no mesmo período. Em comparação com 2024, o número representa um aumento de 7,14%, já que naquele ano foram registrados 56 casos desse tipo de crime.
Dados da 10ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada pelo Instituto DataSenado, indicam que 30% das mulheres goianas já sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar praticada por um homem.
Segundo o levantamento, 80% das entrevistadas em Goiás acreditam que os casos aumentaram nos últimos anos.
Entre os tipos de agressão citados, a violência psicológica aparece como uma das mais frequentes, sendo mencionada por 86% das mulheres que afirmaram ter sido vítimas de violência doméstica ou familiar no estado.
Diante desse cenário, o Governo de Goiás iniciou uma série de ações voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher. Entre elas estão a Operação Marias, o Projeto Laço Seguro e a criação de uma ferramenta estadual de monitoramento da violência doméstica.
Paralelamente, o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) firmou um termo de cooperação com a Polícia Militar de Goiás (PMGO) para reforçar o combate aos índices de violência no estado. Como parte da parceria, foram doadas 20 pistolas calibre 9 mm para a corporação.
O acordo prevê atuação conjunta para fiscalização e acompanhamento das medidas protetivas concedidas às mulheres, com compartilhamento de informações por meio do sistema Projudi, envio de relatórios periódicos e atuação direta dos Batalhões Maria da Penha no monitoramento das decisões judiciais.