O Festival Colettiva Preta 2026 – Africanidades e Diálogos Potentes começa nesta semana em Goiânia com uma proposta que une cultura, empreendedorismo e fortalecimento de redes de apoio lideradas por mulheres negras. A programação seguirá até dezembro e contará com sete edições temáticas abertas ao público.
Realizado no Espaço Dona Rosa, no Setor Aeroporto, o projeto reúne atividades culturais, ações formativas e oportunidades de geração de renda. Além disso, o festival busca ampliar a visibilidade de empreendedoras, artistas e produtoras culturais que atuam na capital e na Região Metropolitana de Goiânia.
Primeira edição destaca artes visuais e artesanato
A abertura oficial ocorre nesta quinta-feira (19), em um evento voltado para convidados e imprensa. Na ocasião, a organização prestará homenagens a mulheres negras que se destacam em áreas como educação, cultura, comunicação, pesquisa, movimentos sociais e liderança comunitária.
Entre as homenageadas estão a historiadora Ana Rita Marcelo de Castro, a ativista Ieda Leal, a vereadora Bárbara Bombom, a professora Janira Sodré Miranda e a liderança quilombola Lucilene Kalunga. Além disso, a cerimônia contará com degustação gastronômica, entrega de lembranças comemorativas e apresentação da DJ Iara Kavene.
Já nos dias 20 e 21 de junho, o público poderá participar gratuitamente da primeira edição temática do festival, intitulada “Nossas Texturas Pretas”. A programação será dedicada às artes visuais e ao artesanato, com oficinas, mostra multicultural, painéis e atividades de formação.
Ao longo do fim de semana, cerca de 30 expositoras apresentarão produtos, serviços e iniciativas ligadas à economia criativa e solidária.
Evento aposta na cultura como ferramenta de geração de renda
O Festival Colettiva Preta nasceu a partir da experiência da Feira das Preta+ e pretende fortalecer o protagonismo de mulheres negras por meio da cultura e do empreendedorismo.
Por isso, além das atrações artísticas, o projeto promove rodadas de negócios, oficinas e espaços de troca de experiências. Dessa forma, as participantes podem ampliar redes de contato, fortalecer seus empreendimentos e compartilhar conhecimentos.
Segundo a idealizadora da Colettiva Preta, Renata Caetano, o festival também funciona como um espaço de reconhecimento das trajetórias construídas por mulheres negras em Goiás.
“Essas mulheres constroem caminhos de transformação em diferentes territórios e áreas de atuação. O festival surge para dar visibilidade a essas histórias, fortalecer conexões e reafirmar a importância da produção intelectual, artística e empreendedora das mulheres negras”, afirma.
Além disso, a programação prevê atividades ligadas à literatura, moda, audiovisual, dança, música, teatro e tecnologias sociais. Com isso, a iniciativa busca criar um ambiente permanente de valorização da diversidade cultural e da produção negra no estado.
Programação da primeira edição
20 de junho (sábado)
- 9h às 19h – Mostra multicultural
- 10h às 12h – Oficina de crochê “Artesanias”, com Erika Regina
- 12h às 14h – Almoço público
- 15h às 17h – Ativação “Semeia Futuro”, com Sebrae e Equatorial Goiás
- 17h às 20h – Som ambiente
21 de junho (domingo)
- 9h às 18h – Mostra multicultural
- 14h30 às 16h30 – Painel “Cartografia de Mulheres Negras no Artesanato”
- 17h às 18h – Encerramento com DJ Iara Kavene
Serviço
Festival Colettiva Preta 2026 – Africanidades e Diálogos Potentes
Data: 19 a 21 de junho de 2026
Local: Espaço Dona Rosa – Rua 9A, nº 727, Setor Aeroporto, Goiânia
Entrada: Gratuita
Informações: @colettiva_preta