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Festival LGBTQIA+ de cinema entra no Calendário Oficial de Goiânia

Projeto aprovado pela Câmara reconhece o DIGO como evento oficial da capital e fortalece festival voltado à diversidade sexual e de gênero
Foto: Câmara Municipal de Goiânia

A Câmara Municipal de Goiânia aprovou, por unanimidade, o projeto de lei que inclui o Festival Internacional de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero de Goiás (DIGO) no Calendário Oficial de Eventos da capital. Agora, o texto segue para sanção do prefeito Sandro Mabel (UB).

De autoria do vereador Fabrício Rosa (PT), a proposta estabelece a realização anual do festival entre os dias 18 e 21 de junho, em Goiânia, dentro da programação do Mês do Orgulho LGBTQIA+. Além disso, o projeto autoriza a Prefeitura de Goiânia a apoiar o evento por meio de parcerias, patrocínios e outras formas de colaboração.

A aprovação ocorreu após quase dois anos de tramitação na Câmara. Durante o período, vereadores apresentaram pedidos de vista e tentaram barrar a proposta. Ainda assim, o projeto recebeu apenas um voto contrário no primeiro turno e foi aprovado sem votos contrários na votação final.

Criado em 2015, o DIGO se consolidou como o principal festival de cinema voltado à diversidade sexual e de gênero da Região Centro-Oeste. Ao longo dos anos, o evento ampliou a participação do público e ganhou espaço no cenário audiovisual brasileiro.

Além das mostras competitivas de filmes nacionais e internacionais, o festival promove debates, oficinas e atividades culturais abertas ao público. Segundo a organização, uma das edições reuniu mais de 13 mil participantes e alcançou cerca de 01 milhão de interações.

Para o vereador Fabrício Rosa, o reconhecimento oficial fortalece o combate à discriminação e amplia o debate sobre direitos humanos e diversidade.

“Eventos como o DIGO ajudam a promover respeito, inclusão e cultura de paz”, afirmou.

O diretor do festival, Cristiano Sousa, também comemorou a aprovação. Segundo ele, o reconhecimento institucional representa uma conquista importante para a comunidade LGBTQIA+ e para o audiovisual goiano.

“Essa aprovação representa reconhecimento, dignidade e valorização da nossa existência”, declarou.

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