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Filho que confessou matar pai por ganância tem prisão mantida pela Justiça em Goiás

Decisão foi mantida durante audiência de custódia, quando a prisão em flagrante foi convertida em preventiva
(Foto: Reprodução)

A Justiça de Goiás determinou a manutenção da prisão de Flávio Lorenço, investigado pela morte do próprio pai, João Lourenço de Oliveira, de 64 anos, servidor da Polícia Civil. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada na terça-feira (16), quando a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva.

Na mesma decisão, a Justiça também manteve preso João Lucas Corrêa Rocha, apontado pela Polícia Civil como participante do crime. Conforme as investigações, ele teria fornecido a arma utilizada no homicídio e colaborado na ocultação do corpo da vítima. Ao analisar o caso, o magistrado destacou a gravidade dos fatos e a violência empregada na ação para justificar a permanência dos dois suspeitos na prisão.

Flávio admitiu ter matado o próprio pai em depoimento prestado na segunda-feira (15). Em depoimento, ele afirmou que o crime foi motivado por interesses financeiros e que agiu em um “momento de ganância”, com a intenção de ficar com a caminhonete e outros bens pertencentes à vítima.

Entenda o caso

O desaparecimento de João Lourenço foi registrado no último fim de semana, em Goiânia. Durante as investigações, policiais encontraram marcas de sangue na residência do servidor, situada no Setor Parque Buriti, em Goiânia. Além disso, a caminhonete Toyota Hilux, cartões bancários e um notebook da vítima não foram encontrados.

Com o avanço das diligências, Flávio confessou o assassinato e indicou aos investigadores o local onde o corpo havia sido abandonado, em uma área de mata na região oeste da capital.

De acordo com a Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), antes do crime os suspeitos teriam exigido que João Lourenço realizasse uma transferência bancária e entregasse a caminhonete. Diante da recusa, a vítima foi baleada e morreu no local.

Após o homicídio, os investigados esconderam o corpo e passaram a tentar negociar a caminhonete. A venda do veículo, realizada no dia seguinte ao desaparecimento, acabou se tornando uma das principais pistas para que a Polícia Civil chegasse aos suspeitos e esclarecesse o caso.

 

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