PUBLICIDADE

Fisioterapeuta que ficou tetraplégica cinco vezes é surpreendida com pedido de casamento na Maratona do Rio

Cena, registrada em vídeo e compartilhada nas redes sociais, emocionou internautas
Fisioterapeuta que ficou tetraplégica cinco vezes é surpreendida com pedido de casamento na Maratona do Rio
(Foto: Reprodução)

Cinco vezes. Esse foi o número de momentos em que a fisioterapeuta goiana Roberta Rodrigues ficou tetraplégica ao longo da vida em decorrência de uma doença neurológica rara e autoimune. Apesar dos desafios impostos pela enfermidade, ela recentemente viveu um momento de emoção durante a Maratona do Rio 2026, quando foi surpreendida com um pedido de casamento feito pelo namorado, Nicael Macedo.

A cena, registrada em vídeo e compartilhada nas redes sociais, emocionou internautas. Sem poder participar da prova correndo devido às limitações causadas pela doença, Roberta percorreu o trajeto em uma cadeira de rodas conduzida pelo companheiro.

“Eu fiquei cadeirante e não pude correr a Maratona do Rio com minhas próprias pernas. Mas meu namorado correu comigo na cadeira de rodas e, além de colocar uma medalha no meu pescoço, colocou um anel no meu dedo. Eu tô noiva”, escreveu na publicação.

Natural de Santa Fé de Goiás, Roberta precisou interromper os estudos, projetos pessoais e até a carreira profissional em diferentes momentos por causa da doença. Ainda assim, conseguiu retomar a rotina após cada recaída, voltando a andar e a exercer sua profissão. Atualmente, ela realiza tratamento com um medicamento imunomodulador aplicado a cada seis meses para reduzir os ataques do sistema imunológico ao próprio organismo.

“Deus, na sua infinita bondade, me fez conhecer um homem que, além de namorado, se tornou minhas pernas e me trouxe para viver esse sonho. Como se não bastasse, Deus ainda me fez viver outro sonho”, relatou.

Uma trajetória de superação

Formada pela Universidade Estadual de Goiás (UEG), Roberta concluiu residência profissional, foi aprovada em processos seletivos e atuou na linha de frente do combate à Covid-19 durante a pandemia.

O primeiro episódio de tetraplegia ocorreu em 2008, após ela receber a vacina contra a febre amarela. Pouco tempo depois, começou a perder os movimentos dos braços e das pernas, sendo internada após o agravamento do quadro. Na ocasião, recebeu o diagnóstico de Síndrome de Guillain-Barré.

Com o passar dos anos, no entanto, a fisioterapeuta passou a apresentar recaídas frequentes e perda persistente de força muscular, algo incomum na maioria dos casos da síndrome.

Exames mais recentes apontaram a evolução do quadro para Polineuropatia Inflamatória Desmielinizante Crônica (CIDP), considerada uma forma crônica da doença. Atualmente, Roberta convive com fraqueza nos membros, necessita de acompanhamento médico contínuo e participa de um intenso processo de reabilitação.

Ela atribui parte da recuperação ao condicionamento físico e aos conhecimentos adquiridos ao longo da carreira como fisioterapeuta. Segundo Roberta, mesmo diante das recaídas, conseguiu recuperar integralmente os movimentos em diferentes momentos da vida.

Apesar das dificuldades, ela segue o tratamento preventivo e valoriza cada avanço conquistado.

Veja vídeo:

 

Leia mais

PUBLICIDADE