O atraso no pagamento dos salários de dezembro de 2025 levou trabalhadores da Rápido Araguaia, empresa responsável pelo transporte coletivo na Região Metropolitana de Goiânia, a anunciarem uma paralisação nesta segunda-feira (12). A decisão ocorre em meio a um cenário de incertezas e insatisfação entre os colaboradores.
O movimento ganhou novo fôlego após o Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores no Transporte Coletivo Urbano de Goiânia e Região Metropolitana ingressar com uma ação trabalhista coletiva na 8ª Vara do Trabalho de Goiânia. O processo está em tramitação no Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-18).
De acordo com a ação, o sindicato solicita a concessão de tutela de urgência para obrigar a empresa a efetuar o pagamento imediato dos salários. Conforme o calendário previsto, a Rápido Araguaia tinha até o dia 07 de janeiro para realizar os depósitos, o que não ocorreu.
Em nota encaminhada aos funcionários, a empresa atribuiu o atraso a dificuldades no fluxo de caixa, causadas pela demora nos repasses das tarifas técnicas por parte dos municípios de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Trindade e Goianira.
A Rápido Araguaia afirmou ainda que mantém negociações com a Prefeitura de Goiânia, a Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) e outros entes públicos para regularizar os valores em atraso. Segundo a empresa, uma paralisação neste momento poderia “comprometer a liberação” dos recursos.
“Respeitamos o direito de manifestação, mas não podemos aceitar que colegas que desejam trabalhar para garantir o sustento de suas famílias sejam impedidos ou intimidados por um movimento sem liderança clara e sem respaldo institucional. Pedimos, neste momento, um voto de confiança […]”, diz um trecho do comunicado.


