A Prefeitura de Goiânia anunciou a ampliação da rede municipal de urgência e emergência com a construção de oito novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). A expectativa é que, após a conclusão das obras, a capacidade da rede seja ampliada para mais de 100 mil atendimentos por mês.
Somente nas quatro primeiras unidades serão investidos R$ 75 milhões. Desse total, R$ 15,6 milhões são provenientes de emendas parlamentares destinadas pelo senador Vanderlan Cardoso e pelos deputados federais Ismael Alexandrino e Flávia Morais.
Atualmente, Goiânia conta com 12 unidades de urgência e emergência, responsáveis por uma média superior a 120 mil atendimentos mensais. Com a implantação das novas UPAs, a administração municipal pretende ampliar a oferta de serviços e reduzir a sobrecarga da rede.
Das oito unidades previstas, quatro já tiveram os locais definidos. Elas serão construídas nas regiões de Campinas-Centro, Sudoeste, Noroeste e Oeste. As demais ainda estão na fase de definição dos terrenos e elaboração dos projetos.
As novas UPAs serão classificadas como Porte III e terão estrutura completa para atendimento de urgência e emergência. Cada unidade contará com oito consultórios médicos, consultório odontológico, laboratório, farmácia, salas de classificação de risco, coleta de exames, raio X, eletrocardiograma e ultrassonografia. Também estão previstos 20 leitos de observação, seis leitos na sala vermelha e uma Sala Lilás, destinada ao atendimento de mulheres vítimas de violência. O projeto inclui ainda áreas administrativas, almoxarifado e Centro de Material e Esterilização (CME).
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o projeto arquitetônico foi desenvolvido pela própria equipe técnica da pasta e segue as diretrizes do Ministério da Saúde, incorporando soluções para melhorar o fluxo de atendimento, garantir maior conforto aos pacientes e adequar as unidades às normas técnicas mais recentes.
As quatro primeiras UPAs estão na fase de elaboração dos projetos complementares, preparação da documentação para licitação e análise da Vigilância Sanitária. A previsão é que a construção da primeira unidade tenha início ainda este ano, com prazo estimado de 14 meses para conclusão. As demais seguem em fase de planejamento e licenciamento.