Goiás receberá 14 combos cirúrgicos por meio de uma nova etapa do Novo PAC Saúde, iniciativa do Governo Federal voltada à ampliação da capacidade de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). O anúncio foi feito na última quarta-feira (03) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a assinatura de novos contratos para aquisição de equipamentos hospitalares.
Nesta fase do programa, o Ministério da Saúde irá distribuir 150 combos cirúrgicos e 20 tomógrafos para municípios de todo o país. Ao final da ação, serão entregues 300 combos e 40 tomógrafos, beneficiando 185 cidades brasileiras. O investimento total ultrapassa R$ 546 milhões, sendo mais de R$ 21 milhões destinados a Goiás.
Os equipamentos têm como principal objetivo ampliar a realização de cirurgias eletivas, reduzir filas de espera e modernizar a estrutura hospitalar da rede pública. Em nível nacional, a expectativa é que os novos equipamentos permitam a realização de cerca de 428 mil procedimentos cirúrgicos por ano.
Em Goiás, hospitais localizados em Anápolis, Aparecida de Goiânia, Formosa, Goiânia, Luziânia, Pirenópolis, Rio Verde, Santa Helena de Goiás e Uruaçu serão contemplados com os equipamentos.
Os kits incluem estruturas voltadas para cirurgias gerais e oftalmológicas. Os conjuntos destinados à cirurgia geral são compostos por seis equipamentos e devem ampliar a capacidade de procedimentos como vasectomias, laqueaduras e outras intervenções de baixa e média complexidade.
Já os combos oftalmológicos reúnem cinco equipamentos especializados para fortalecer a realização de cirurgias oculares, especialmente procedimentos de maior demanda, como as operações de catarata.
A iniciativa integra o programa Agora Tem Especialistas e faz parte da estratégia do Ministério da Saúde para ampliar o acesso da população a consultas, exames e procedimentos especializados, além de reduzir desigualdades regionais na oferta desses serviços.
Ao todo, mais de 1.700 equipamentos serão distribuídos pelo país para viabilizar a implantação de novas salas cirúrgicas em hospitais públicos e instituições filantrópicas. Segundo o ministério, a medida também fortalece a indústria nacional, já que a aquisição priorizou equipamentos produzidos no Brasil.
Outro destaque da ação é a economia gerada pela compra centralizada dos equipamentos. De acordo com o Governo Federal, o processo resultou em uma redução superior a R$ 281 milhões nos custos previstos inicialmente, o que representa uma economia de quase 38% para os cofres públicos.
As entregas dos equipamentos começaram em fevereiro e seguem até o fim de junho. Além dos aparelhos, os hospitais receberão serviços de instalação, treinamento das equipes e garantia estendida de três anos, permitindo que os equipamentos entrem em funcionamento logo após a entrega.