A inteligência artificial (IA) passará a integrar a rotina de milhares de servidores em Goiás. O estado será o primeiro do Brasil a disponibilizar, em larga escala, o Gemini, ferramenta desenvolvida pelo Google, para órgãos da administração pública estadual. O governo lançará oficialmente o programa nesta terça-feira (09), no Auditório Mauro Borges. Além disso, a iniciativa prevê a oferta de até 20 mil licenças e a integração da tecnologia aos sistemas já utilizados pelos órgãos estaduais.
A expectativa é que os servidores utilizem a ferramenta para agilizar análises, elaborar documentos, organizar informações e reduzir o tempo dedicado a atividades administrativas.
O governo iniciará a implementação com 500 licenças. Em seguida, ampliará gradualmente o número de usuários para dois mil, quatro mil, oito mil, 14 mil e, posteriormente, 20 mil servidores.
Além disso, a iniciativa acompanha uma tendência observada em governos de diferentes países, que incorporam ferramentas de inteligência artificial para automatizar tarefas repetitivas, otimizar processos e melhorar a prestação de serviços públicos.
Como a tecnologia será utilizada
Na prática, o Gemini ajudará servidores em atividades que exigem leitura, pesquisa e produção de documentos.
Entre as aplicações previstas estão consultas ao Diário Oficial do Estado, apoio na elaboração de pareceres e despachos no Sistema Eletrônico de Informações (SEI), auxílio na análise de processos do Procon Goiás e suporte às atividades do Sistema de Logística Governamental (SisLog).
Além disso, a ferramenta poderá organizar agendas, resumir conteúdos, elaborar minutas de documentos e otimizar a gestão de e-mails corporativos.
Com isso, o governo espera reduzir etapas burocráticas e aumentar a velocidade de resposta da administração pública.
Ao mesmo tempo, o governo afirma que adotou medidas para proteger as informações utilizadas pelos órgãos públicos.
Segundo a administração estadual, o ambiente contratado possui uma configuração específica para uso governamental. Dessa maneira, os dados inseridos pelos servidores não servirão para treinar modelos públicos de inteligência artificial nem ficarão acessíveis a usuários externos.
Por fim, Goiás pretende ampliar o uso de novas tecnologias na gestão pública e consolidar sua estratégia de transformação digital com a expansão das 20 mil licenças previstas.