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Goiás ultrapassa 1,7 mil processos de suspensão da CNH em 2026

Recusa ao bafômetro representa quase metade dos processos de suspensão abertos pelo Detran-GO em 2026
Foto: Divulgação

Mais de 1,7 mil motoristas em Goiás podem perder temporariamente o direito de dirigir após o Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO) abrir 1.743 processos administrativos de suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) entre janeiro e maio de 2026.

Os dados divulgados pelo órgão mostram que o número de processos aumentou ao longo do ano. Em janeiro, o Detran instaurou 369 procedimentos. Depois, registrou 236 em fevereiro, 151 em março, 471 em abril e 516 somente em maio.

As infrações consideradas autossuspensivas lideram os casos. Ou seja, elas geram suspensão imediata da CNH, sem depender do acúmulo de pontos na carteira.

A recusa em fazer o teste do bafômetro aparece como o principal motivo das suspensões. O artigo 165-A do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) soma 818 notificações, o equivalente a 46,9% do total registrado neste ano.

Além disso, o Detran também instaurou processos por condução irregular de motocicletas, dirigir sob efeito de álcool e realização de manobras perigosas.

Somadas, as infrações relacionadas ao consumo de álcool representam mais de 61% dos processos administrativos abertos em Goiás em 2026.

Entre janeiro e 17 de maio, agentes de fiscalização autuaram 7.180 motoristas com base nos artigos 165 e 165-A do CTB. Desse total, 2.834 condutores dirigiam sob influência de álcool, enquanto 4.346 se recusaram a realizar o teste do bafômetro durante as operações.

Motoristas ainda podem apresentar defesa

O processo administrativo começa após a publicação da notificação no Diário Oficial. A partir desse momento, o motorista pode apresentar defesa e exercer o direito ao contraditório, conforme prevê a legislação de trânsito.

Nos casos divulgados neste mês, o prazo para defesa junto ao Detran-GO termina em 18 de junho.

Caso o órgão rejeite a defesa ou o condutor não se manifeste, a suspensão passa a valer oficialmente. Depois disso, a CNH fica bloqueada no Registro Nacional de Carteiras de Habilitação (Renach).

Para voltar a dirigir, o motorista precisa cumprir o período de suspensão, realizar curso de reciclagem e ser aprovado em prova teórica.

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