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Goiás vai pagar até R$ 3,5 mil para brigadistas que atuarão no combate a incêndios

Uma das principais preocupações é prolongamento da seca
(Foto: Corpo de Bombeiros)

A chegada do período de estiagem, aliada à aproximação do fenômeno El Niño neste ano, já colocou o Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO) em estado de alerta. Diante da previsão de um cenário climático mais severo, a corporação intensificou as ações de prevenção e combate aos incêndios florestais em todo o estado.

Uma das principais preocupações é o prolongamento da seca, que pode provocar temperaturas de até 46°C e índices de umidade relativa do ar próximos de 0%, aumentando significativamente o risco de queimadas e incêndios de grandes proporções.

Para enfrentar esse cenário, o Governo de Goiás e o Corpo de Bombeiros reforçaram o planejamento estratégico por meio da Operação Cerrado Vivo, que reúne equipes especializadas para atuar tanto na prevenção quanto no combate às ocorrências durante o período crítico.

Entre as iniciativas adotadas neste ano está o projeto-piloto PSA Brigadas, considerado uma ação inédita no país. A iniciativa foi implantada na região Nordeste de Goiás, área de grande relevância ambiental e turística, onde está localizado o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros.

Como parte do projeto, mais de 200 brigadistas foram capacitados ao longo de 30 dias de treinamento intensivo. Os participantes são moradores dos municípios de Alto Paraíso de Goiás, Colinas do Sul, Cavalcante, Teresina de Goiás, Nova Roma e São Domingos e passarão a atuar em conjunto com o Corpo de Bombeiros nas ações preventivas e no combate aos incêndios.

Segundo o comandante-geral do CBMGO e vice-presidente da Liga dos Bombeiros Militares do Brasil (Ligabom), além de fortalecer a proteção ambiental, a iniciativa também gera oportunidades de emprego e renda para moradores da região durante o período em que a oferta de trabalho costuma diminuir.

“Treinamos essas pessoas que são da região e que normalmente nesse período estão desempregadas. Então nós vamos pagar um salário, que pode chegar de R$ 2.500 a R$ 3.500 por mês, para que possam nos auxiliar nas ações de prevenção. Mais do que isso, eles vão trabalhar de forma integrada com o Corpo de Bombeiros Militar”, destacou o comandante.

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