Em nota enviada ao TVSD Notícias, a Secretaria Municipal de Educação de Goiânia (SME) informou que a rede municipal de ensino continua funcionando apesar da greve dos servidores administrativos. Segundo a pasta, apenas seis unidades educacionais estão totalmente paralisadas. A secretaria, no entanto, não informou quais são as unidades afetadas.
Nas demais escolas, o atendimento segue normalmente, conforme a SME. A situação, segundo a pasta, é monitorada diariamente para garantir o cumprimento da decisão judicial e a continuidade dos serviços oferecidos pela rede municipal.
A secretaria destacou que permanece válida a determinação judicial que estabelece a manutenção de, no mínimo, 70% dos servidores administrativos em atividade em cada unidade educacional. O percentual deve ser cumprido individualmente por cada unidade.
Ainda de acordo com a SME, as equipes da secretaria acompanham o cumprimento da decisão e adotam as medidas necessárias para assegurar o atendimento a crianças, estudantes e famílias.
Segundo a pasta, desde o início do movimento grevista, a Prefeitura de Goiânia participou de diversas reuniões com os servidores e apresentou propostas para a categoria. Entre as medidas estavam o aumento dos salários iniciais, a reestruturação dos níveis da carreira e a possibilidade de ganho real de até 12,5% ainda em 2026.
A última proposta apresentada pelo município foi rejeitada pelos servidores, que decidiram manter a greve. Conforme a SME, após o encerramento das possibilidades de negociação dentro dos limites legais e financeiros do município, as propostas foram retiradas.
Prefeitura recorre à Justiça
Com a continuidade da paralisação e o alegado descumprimento da decisão judicial, o município ingressou com uma ação no Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) para solicitar o reconhecimento da ilegalidade da greve.
A Prefeitura também pediu a adoção das medidas judiciais cabíveis para garantir o cumprimento da determinação que estabelece a permanência de, no mínimo, 70% dos servidores administrativos em atividade em cada unidade educacional.
A ação permanece em tramitação no Tribunal de Justiça de Goiás.