Hematomas no rosto e uma marca de mordida no braço. Esse foi o estado em que uma criança, de apenas 3 anos, foi encontrada pela família no dia 10 de fevereiro, após sair de um berçário no Jardim Planalto, em Goiânia. A família registrou denúncia contra a diretora da unidade, suspeita de agressão.
Segundo a mãe, os primeiros sinais de lesões surgiram ainda quando o filho tinha menos de um ano. Ela afirma que questionava a direção sempre que percebia marcas pelo corpo da criança e recebia justificativas de que os ferimentos teriam sido provocados por colegas.
Em entrevista à TV Serra Dourada, a mãe afirmou que decidiu procurar as autoridades após o filho relatar o que teria acontecido.
“Assim que eu cheguei, ele me abraçou e perguntou: ‘mamãe, você me ama?’. Depois disse que tinha mordido um colega porque ele pegou o pão dele. Quando eu expliquei que não podia morder, ele respondeu: ‘a tia me mordeu’”, relatou.
Em mensagem enviada à família, a diretora negou as acusações e afirmou que procuraria a delegacia para apresentar sua versão. Segundo ela, a lesão teria ocorrido fora das dependências do berçário.
Outros relatos
Após a divulgação do caso nas redes sociais, outras mães e ex-funcionárias da unidade relataram supostos maus-tratos. Entre as denúncias estão agressões físicas, castigos e falhas na alimentação das crianças.
Uma ex-professora afirmou que havia problemas na rotina da unidade, incluindo condições inadequadas para descanso, alimentação considerada insuficiente e presença de insetos.
Também há relato de que o marido da diretora, que seria policial, circulava armado dentro do berçário, o que teria causado constrangimento entre funcionários.
O caso foi encaminhado ao Conselho Tutelar e à Polícia Civil (PC), que apuram as circunstâncias. A investigação segue em andamento.