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Homem é preso suspeito de usar depoimento policial para intimidar testemunha em Goiás

Além da prisão, foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra investigado
Homem é preso suspeito de usar depoimento policial para intimidar testemunha em Goiás
(Foto: Reprodução)

Um homem foi preso preventivamente pela Polícia Civil de Goiás (PCGO), na tarde desta terça-feira (1º), suspeito de coação no curso do processo durante as investigações da Operação Retorno Seguro, que apura uma emboscada criminosa contra torcedores do Goiás Esporte Clube ocorrida em março deste ano.

Segundo o Grupo Especial de Proteção ao Torcedor (GEPROT/DEIC), além da prisão, foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra o investigado.

A nova investigação começou depois que uma testemunha que colaborou com a Polícia Civil nas duas primeiras fases da operação relatou ter sido alvo de intimidações e grave ameaça por causa das informações prestadas durante o inquérito.

Conforme as apurações, o investigado teria conseguido acesso ao registro audiovisual do depoimento da testemunha. Em seguida, o conteúdo teria sido compartilhado com integrantes da torcida organizada Esquadrão Vilanovense, com a acusação de que a pessoa havia contribuído para a prisão de membros do grupo.

Ainda de acordo com a investigação, depois de encaminhar e divulgar o vídeo em grupos de comunicação ligados à torcida, o suspeito teria feito ameaças graves e diretamente relacionadas à colaboração da testemunha com a Polícia Civil e às prisões realizadas na segunda fase da Operação Retorno Seguro.

O homem é apontado como integrante do 20º Comando da torcida organizada Esquadrão Vilanovense e já possui anotações criminais por associação para o tráfico e tráfico de drogas.

O GEPROT/DEIC representou pela prisão preventiva e pelas buscas diante dos indícios, em tese, da prática do crime de coação no curso do processo, previsto no artigo 344 do Código Penal.

A medida também levou em consideração, segundo a Polícia Civil, o risco de que as ameaças voltassem a ocorrer, além da possibilidade de interferência na produção de provas e de prejuízo à continuidade regular da investigação e do processo penal.

Entenda a Operação Retorno Seguro

A Operação Retorno Seguro teve origem na investigação de uma emboscada registrada em 15 de março de 2026, no Setor Aeroporto Sul, em Aparecida de Goiânia. O ataque teve como alvo torcedores do Goiás Esporte Clube que voltavam da final do Campeonato Goiano.

A primeira fase da operação foi realizada em 8 de maio, em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Brasília. A segunda etapa ocorreu em 30 de julho, na Região Metropolitana de Goiânia, com o cumprimento de cinco mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão contra investigados ligados ao 20º Comando da torcida organizada.

Foi justamente após essas prisões e a colaboração prestada pela testemunha durante a investigação que surgiram os fatos que deram origem à nova apuração por suspeita de coação.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam. Os agentes devem analisar os materiais apreendidos e realizar novas diligências para esclarecer as circunstâncias da suposta coação, identificar a origem do compartilhamento do vídeo do depoimento e verificar se outras pessoas tiveram participação no caso.

Segundo a corporação, a divulgação de informações e imagens do preso seguiu as determinações da Lei nº 13.869/2019 e da Portaria nº 547/2021/DGPC, mediante despacho fundamentado da autoridade policial responsável, especialmente diante da possibilidade de identificação de novas vítimas.

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