Uma falsa acusação de estupro, feita por uma adolescente de 13 anos, provocou confusão e levou um homem a fugir de Cocalzinho de Goiás para evitar um possível ataque coletivo.
À TV Serra Dourada, o delegado responsável pelo caso, Christian Zilmon Mata dos Santos, informou que o fato ocorreu no dia 1º de dezembro do ano passado, quando a menor chegou em casa e relatou à mãe que teria sido vítima do crime enquanto seguia para a escola.
Diante do relato, a responsável procurou a Polícia Civil de Goiás (PCGO) para registrar a ocorrência.
Segundo o delegado, apesar da denúncia, a equipe policial não conseguiu efetuar a prisão em flagrante nem ouvir o homem apontado como suspeito, uma vez que familiares da adolescente divulgaram a foto dele em grupos de WhatsApp, relatando a acusação. A exposição causou revolta entre moradores da cidade.
“Assim, deduz-se que ele fugiu do local para evitar possíveis linchamentos e a ocorrência de outros crimes”, destacou o delegado.
Ainda de acordo com a PCGO, exames periciais constataram que não houve conjunção carnal nem qualquer indício de ato libidinoso, violência ou ameaça praticados contra a adolescente.
Imagens de câmeras de segurança obtidas durante a investigação mostram que a menor, inclusive, invadiu a residência do homem acusado, pulando o muro do imóvel.
Nas gravações, a adolescente aparece com uma mochila nas costas e, enquanto seguia para a escola, para em frente à casa do homem, onde ele morava com a mãe, de 81 anos. Em seguida, ela entra na residência, permanece no local por cerca de oito minutos e sai.
Cinco minutos depois, a menor retorna, tenta entrar novamente, não consegue e então pula o muro. Ela permanece na casa por algum tempo e deixa o local mais uma vez.
Questionada pela polícia, a adolescente confirmou que inventou a acusação, mas não revelou a motivação.
A suspeita, segundo o delegado, é de que a menor tenha entrado na residência com a intenção de praticar pequenos furtos.
Foi instaurado um procedimento por ato infracional análogo ao crime de denúncia caluniosa contra a adolescente. Ela poderá cumprir medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que incluem internação por até três anos.


